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Encravada no Sertão de Salgueiro, Serrita
é um importante município daquela
microrregião de 8.834 km2 de área.
Ali podemos encontrar atrações culturais
como uma refinada produção de artesanato
em couro, grupos de música regional ou
mesmo alguns poetas e repentistas de peso no Estado.
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Mas, o que melhor representa
a cidade é, sem dúvida, a
Missa do Vaqueiro, que aconteceu pela primeira
vez em 1971 e hoje é um misto de
festa popular e celebração
religiosa que atrai vaqueiros de todo o
Nordeste brasileiro.
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Um dos mais importantes espetáculos do
calendário turístico de Pernambuco,
a Missa é celebrada, sempre no terceiro
domingo do mês de julho, no Parque Nacional
do Vaqueiro, na localidade de Sítio das
Lajes, a 32 quilômetros do centro da cidade.
Foi criada pelo padre João Câncio
(já falecido), pelo compositor Luiz Gonzaga
e pelo repentista Pedro Bandeira. A celebração
surgiu como um ato de protesto pelo misterioso
assassinato de um humilde vaqueiro (Raimundo Jacó),
que era primo do “Rei do Baião”.
O corpo do vaqueiro foi encontrado na caatinga,
a 08/07/1954, com a cabeça despedaçada.
Ele havia passado a noite anterior em companhia
do colega Miguel Lopes, juntando gado para levar
de Serrita a uma outra cidade da região.
Logo após o crime, Lopes foi apontado
como o assassino, mas o caso nunca chegou a ser
esclarecido. A pedra que teria sido usada pelo
criminoso, manchada de sangue, desapareceu da
Delegacia de Polícia da cidade. E, assim,
o crime tornou-se um mistério e a história
de Raimundo Jacó virou lenda.
Nos seus primeiros anos, a Missa do Vaqueiro
era uma celebração religiosa de
repercussão apenas local, organizada para
"pregar a união entre os vaqueiros
e denunciar o clima de injustiça reinante
no sertão", como justificava o padre
João Câncio.
Mas, com o passar do tempo, aquele ritual de
características jamais encontradas em outra
missa (a rapadura representa a hóstia,
os vaqueiros abóiam em vez de rezar) despertou
o interesse não só de vaqueiros,
como também de turistas de todo o Nordeste
e de outras regiões do Brasil.
O maior divulgador da Missa do Vaqueiro foi o
cantor/compositor Luís Gonzaga que compôs
e gravou a canção “A morte
do Vaqueiro”, em homenagem a Raimundo Jacó.
Aliás, Gonzagão sempre participava
das celebrações no altar, ao lado
do padre. Atualmente, enquanto a Missa é
celebrada, acontecem no Parque Nacional do Vaqueiro
shows artísticos, exposições
e feiras de artesanato. Também a cidade
de Serrita organiza uma vasta programação
cultural para os turistas.
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