Roteiro
para você curtir, através de uma caminhada
pelas ladeiras da cidade, os principais pontos históricos
de Olinda – patrimônio Cultural da Humanidade
“Olinda é só para os
olhos,
não se apalpa, é só desejos.
Ninguém diz: é lá que eu
moro.
Diz somente: é lá que eu vejo.”
(Carlos Pena Filho)
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Comece pela Praça do
Carmo, onde você encontrará a
Igreja do Carmo, que foi o primeiro Convento
Carmelita instalado no Brasil, na Colina do
Carmo, junto à Praça da Abolição,
conhecida popularmente como Praça da
Preguiça. |
Dali, suba a Ladeira do São Francisco
e, já no topo, aprecie a beleza arquitetônica
do primeiro Convento Franciscano do Brasil, construído
junto à Igreja de Nossa Senhora das Neves
e do prédio da Ordem Terceira, onde se
pode observar, no pátio externo, um belo
Cruzeiro todo feito em pedra-coral.
Mais adiante, a cerca de cem metros, está
o antigo Seminário de Olinda, onde originalmente
funcionou o Colégio Jesuíta, fundado
por Manuel da Nóbrega e onde o Padre Antônio
Vieira ministrava aulas de retórica quando
tinha apenas 18 anos de idade. Na Igreja de Nossa
Senhora das Graças, que faz parte do conjunto
arquitetônico do Seminário, você
pode contemplar o altar na forma exata como foi
construído em 1535.
Siga em frente e visite, a menos de cem metros
dali, a Igreja da Sé, construída
no Alto da Sé, um lugar agradável
de onde se tem uma belíssima visão
de todo o Sítio Histórico de Olinda,
do Recife ao longe, do mar e do verde da cidade.
No Alto da Sé está, também,
o Museu de Arte Sacra (antigo Palácio dos
Bispos), o Convento da Conceição
e a Igreja da Misericórdia, além
de barracas e outros pontos de venda de peças
do artesanato local.
Desça ao Largo do Amparo, onde existe
mais uma igreja, a de Nossa Senhora do Amparo,
e, um pouco mais na frente, você encontra
a Igreja de São João, a única
que escapou do incêndio ateado a Olinda
pelos holandeses.
Saindo do Largo, percorra uma das mais tradicionais
e características ruas da cidade, a Rua
do Amparo, onde funciona, num casario colonial,
o Museu Regional de Olinda e veja, ainda, a casa
de número 28, de arquitetura mourisca,
onde já funcionaram diversos departamentos
da prefeitura da cidade.
Pouco antes da casa 28 da Rua do Amparo, desça
uma pequena ladeira que vai dá na Bica
dos Quatro Cantos, uma das três fontes que
no passado forneciam água para os moradores
da Cidade Alta. Vá a Rua 13 de Maio, onde
fica o Museu de Arte Contemporânea, instalado
no prédio da antiga Cadeia Pública
e que foi originalmente construído para
servir de Cadeia Eclesiástica. Em frente
ao Museu, está a bela Capela de São
Pedro Advíncula.
Desça pela Rua Henrique Dias, onde você
encontrará a Bica de São Pedro,
a que tinha a maior vazão dentre as três
que abasteciam a cidade. Dirija-se a Rua Bernardo
Vieira de Melo e visite o Mercado da Ribeira,
com exposição e venda de trabalhos
de artistas olindenses, pintura e artesanato.
Em frente ao Mercado, estão as ruínas
do Senado da Câmara, onde Bernardo Vieira
de Melo teria dado o primeiro Grito da República
no Brasil, numa tentativa frustrada de tornar
Olinda uma República independente.
Desloque-se, em seguida, até a Rua de
São Bento e visite o Palácio dos
Governadores, erguido por Vidal de Negreiros e
hoje sede da prefeitura municipal. Poucos metros
adiante está o secular Mosteiro de São
Bento, onde funcionaram os primeiros cursos jurídicos
do Brasil. A igreja do Mosteiro tem o altar-mor
trabalhado a ouro e, na sacristia, você
pode apreciar maravilhosos trabalhos em madeira
entalhada.
Numa esquina do pátio externo do Mosteiro
de São Bento, inicia-se a Rua 27 de Janeiro,
onde está a Igreja de São Pedro,
hoje um tanto descaracterizada da sua forma original.
Ao lado da igreja, há um belo casarão
em estilo mourisco, onde funciona um restaurante
de cozinha internacional. Ao sair da Rua 27 de
Janeiro, imediatamente você chega à
Praça da Preguiça, ponto inicial
desse roteiro.
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