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Buíque, a cidade onde o escritor Graciliano
Ramos viveu parte da infância, abriga um
verdadeiro paraíso selvagem: o Vale do
Catimbau, que é o segundo maior parque
arqueológico do Brasil e o terceiro sítio
arqueológico indígena do País.
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Localizada no Agreste,
já na divisa com o Sertão
do Estado, Buíque fica a 285 km do
Recife e tem ótimas condições
para desenvolver atividades turísticas
– coisa que, aliás, já
está acontecendo.
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A beleza e a rica história do Vale do
Catimbau têm atraído estudiosos,
turistas e adeptos dos esportes radicais. E algumas
empresas já exploram o turismo na região.
Conheça, aqui, esse rico tesouro que a
natureza reservou a uma região historicamente
castigada pelas secas.
Vale do Catimbau
Região de caatinga, com grande biodiversidade,
localizada a 295 km do Recife, com extensos paredões
de granito, o Vale do Catimbau abriga várias
cavernas, canyons e sítios arqueológicos
com inscrições rupestres. É
um importante patrimônio cultural e natural
esculpido pela Natureza há mais de 150
milhões de anos.
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A região do Vale
do Catimbau se estende entre os municípios
de Buíque, Tupanatinga, Inajá
e Ibimirim, entre o Agreste e o Sertão
do Moxotó, tem 90 mil hectares e
foi transformado, pelo governo federal,
em Unidade de Conservação
de Proteção Integral. É
o segundo maior parque arqueológico
do Brasil, ficando atrás apenas da
Serra do Capivara, no Piauí.
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O Vale abriga 23 sítios arqueológicos
com grafismos rupestres já catalogados
pelo Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (Iphan) e, de acordo
com pesquisas realizadas pelo arqueólogo
Marcos Albuquerque, da Universidade Federal de
Pernambuco, a presença humana na região
é datada de seis mil anos.
Entre os sítios arqueológicos do
Vale, um dos mais importantes é o de Alcobaça,
localizado a 20 km da sede do município
de Buíque. Situado em um paredão
rochoso, este sítio tem configuração
de um anfiteatro, onde foram encontradas pinturas
rupestres ocupando uma área de 50 metros
de extensão por largura que varia de dois
a três metros.
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Os grafismos, de acordo
com estudos de Gislane Rocha, Fabiano Brito
e Paulo Roberto Gouveia, foram feitos por
diversos grupos étnicos que viveram
na região em épocas diferentes
e utilizaram várias técnicas
de pintura.
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No Vale, ainda vivem remanescentes de tribos
indígenas. E uma outra grande riqueza da
região é a extensa reserva de vegetação
típica de caatinga, característica
do semi-árido nordestino. São pequenas
árvores retorcidas, geralmente espinhosas,
de aspecto seco, raízes muito desenvolvidas,
grossas e penetrantes. Durante a estação
seca, essas árvores perdem as folhas, para
melhor resistir à estiagem, retomando seu
verde logo com a primeira chuva.
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Um dos maiores entusiastas
da importância do parque arqueológico
é o geógrafo e pesquisador
Josédio Gusmão, professor
da Universidade Federal de Pernambuco, autor
do livro “Aventura no Vale do Catimbau”.
Assim ele descreve o Vale:
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"O lugar é deslumbrante. Cortado
por dezenas de trilhas diferentes, onde em cada
trilha a natureza nos reserva surpresas e elementos
naturais os mais exóticos. O Vale do Catimbau
é um misto de sítio arqueológico
e parque de ecoturismo com muitos quilômetros
quadrados de chapadões, vales, encostas,
caatinga e matas. Suas formações
geológicas apresentam os mais diversos
tipos e cores de arenito. Datando mais de 100
milhões de anos, onde sua maior elevação
registra-se 1.060 metros de altitude, na serra
de Jerusalém. Dentro de sua área,
existem perto de duas mil cavernas e 28 cavernas-cemitérios
conhecidas, tendo uma variedade de inscrições
e pinturas rupestres em diversos sítios.
É um lugar realmente encantador, vale a
pena ser visitado."
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“Ali encontramos
fósseis de animais selvagens e peixes
também com datação
de milhões de anos, em alguns locais
existe areia movediça (lama gulosa)
e barreiras coloridas com mais de 50 cores
em arenito. Sua vegetação
típica do semi-árido (Caatinga),
apresenta curiosas e diversificadas espécimes,
além das características do
semi-árido que ocupa toda a região.”
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Atualmente, várias empresas de turismo
atuam na região, realizando passeios ecológicos
e culturais no Vale do Catimbau.
Leia mais:
Buíque
de Graciliano Ramos
O
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