| Barco
Da Hora VI
O barco Da Hora VI, pertencente à empresa
Águas Claras Produções Submarinas,
desapareceu quando fazia uma viagem entre o Recife
e o Arquipélago de Fernando de Noranha,
em junho de 1988, levando uma carga de material
de construção e sete homens (pescadores)
a bordo.
Tipo traineira, a embarcação deixou
o Porto do Recife no dia 11 de junho e dois dias
depois deveria ter chegado ao seu destino. Mas,
não foi isso o que aconteceu. Apesar de
seguir uma rota que já era familiar aos
tripulantes, o barco simplesmente sumiu sem deixar
nenhum vestígio.
Cinco dias depois do sumiço do barco,
a Marinha foi avisada e iniciou as buscas. No
princípio, todos alimentavam a esperança
de que os náufragos ou fossem resgatados
ou aparecessem em uma praia qualquer. Mas, não
só os sete homens, como também nenhum
pedaço do barco jamais seriam encontrados.
Durante as buscas, a Marinha teve ajuda do Serviço
de Busca e Salvamento do II. Comando Aéreo.
De nada adiantou. Depois, um inquérito
foi instaurado para apurar o que aconteceu e,
mais uma vez, nenhuma pista foi encontrada. E,
como os corpos dos náufragos nunca apareceram,
suas mulheres não tiveram direito à
pensão da Previdência Social.
Como, de acordo com a burocracia estatal, sem
o aparecimento do corpo não há morte,
essas mulheres tornaram-se, apenas, "viúvas
do mar".
A tripulação do barco Da Hora VI
era formada pelos seguintes pescadores: Geraldo
Freire da Silva (comandante), Luiz Valentim da
Silva, Afrodízio Tomé da Silva,
José Francisco dos Santos e João
Francelino da Silva, além dos operários
Severino Ivo da Silva e Francisco Gomes da Silva.
Traineira Independência
No dia 09 de agosto de 2000, o barco Independência
deixou o Porto do Recife com destino ao Arquipélago
de Fernando de Noronha, levando 54 toneladas de
alimentos e seis tripulantes a bordo, entre eles
o comandante Walmir Elias da Silva, de 63 anos.
Antes de chegar ao seu destino, no dia 11 de
agosto o barco apresentou problemas e começou
a ser invadido pelas águas. Todas as tentativas
de contornar o problema fracassaram e os homens
se lançaram ao mar, em botes salva-vidas.
Os tripulantes do Independência permaneceram
24 horas à deriva, até serem resgatados
por um navio norueguês e levados para Salvador,
Bahia, de onde iniciaram viagem de volta para
o Recife. No dia 15 de agosto, foram recebidos
com festa por seus familiares.
|