| A
cana de açúcar é plantada na
zona da mata pernambucana há quase 500 anos,
numa vasta extensão de terras denominada
zona canavieira do Estado. Próxima ao oceano
Atlântico, essa área atinge 12 mil
km2 (12,6% do território estadual), é
formada por solos ricos para a agricultura, não
está sujeita a secas e é uma das raras
regiões do Estado que dispõem de rios
perenes.
Ali estão localizados 56 dos 184 municípios
de Pernambuco. Após a RMR, a zona canavieira
de Pernambuco é a região que apresenta
a maior densidade demográfica: 212 habitantes
por km2 (para o conjunto do Estado essa densidade
é de 72 hab/km2).
A zona canavieira já foi dotada de uma
boa malha ferroviária, composta pelas ferrovias
da antiga Great Western e pelos ramais construídos
pelas usinas para o transporte da cana. A partir
da metade da década de 1960, as ferrovias
ficaram abandonadas e acabaram substituídas
por rodovias. Em 1997, a área plantada
com cana de açúcar em PE estava
estimada em 400 mil hectares.
A produtividade na safra 1996/97 foi de 49,5
toneladas por hectare, considerada baixa se comparada,
por exemplo, às 78 toneladas/hectare obtidas
no estado de São Paulo. Veja, a seguir,
a relação das 38 usinas e 10 destilarias
de álcool existentes na zona açucareira
de Pernambuco e os respectivos municípios
onde estão instaladas:
| Destilaria |
Municípios |
|
Central E. Cumbe |
Água Preta |
| Central
Jundiá* |
Panelas |
| Gameleira |
Gameleira |
| J.
B. Ltda. |
Vitória
de S. Antão |
| Laisa |
Cabo |
| Amaragi |
Amaragi |
| PAL
Ltda. |
Nazaré
da Mata |
| São
Luiz |
Maraial |
| Tomaz
de Aquino* |
Goiana |
| Vitória
S/A* |
Vitória
de S. Antão |
| Usina |
Municípios |
| Água
Branca* |
Quipapá |
| Aliança* |
Aliança |
| Alvorada
|
Chã
Grande |
| Barão
de Suassuna |
Escada |
| Barra* |
Vicência |
| Barreiros |
Barreiros |
| Bom
Jesus |
Cabo |
| Bulhões |
Jaboatão |
| Catende |
Catende |
| Caxangá* |
Ribeirão |
| Cruangi |
Timbaúba |
| Cucaú |
Rio
Formoso |
| Estreliana |
Ribeirão |
| Frei
Caneca |
Maraial |
| Ipojuca |
Ipojuca |
|
Jaboatão* |
Jaboatão |
| Laranjeiras |
Vicência |
| Massauassu* |
Escada |
| Matary |
Nazaré
da Mata |
| Mussurepe* |
Paudalho |
| Maravilhas |
Goiana |
| N.
S. de Lourdes* |
Macaparana |
| N.
Sa. do Carmo* |
Pombos |
| Olho
D'Água |
Camutanga |
| Pedrosa |
Cortês |
| Petribu |
Lagoa
de Itaenga |
| Pumaty |
Joaquim
Nabuco |
| Salgado |
Ipojuca |
|
Santa Teresa |
Goiana |
| Santa
Terezinha |
Água
Preta |
| Santo
André* |
Rio
Formoso |
| São
José |
Igarassu |
| Serro
Azul* |
Palmares |
| Timbó
Assu* |
Escada |
| Tiúma* |
S.
Lourenço da Mata |
| Trapiche |
Sirinhaém |
| Treze
de Maio* |
Palmares |
| União
e Indústria |
Escada |
| * Paralizadas ou
desativadas |
Cana-de-açúcar
Com algumas espécies originárias
da Oceania e outras da Ásia, a cana-de-açúcar
está profundamente ligada à história
da colonização do Nordeste brasileiro.
Trazida da Ilha da Madeira, ela foi cultivada
inicialmente em Pernambuco (depois em São
Paulo) e os interesses no comércio de açúcar
constituíram a principal razão das
duas tentativas de ocupação do Nordeste,
por parte dos holandeses.
É uma planta semi-perene, exige calor
e umidade e seu principal valor econômico
está na produção de açúcar
e álcool. É, também, utilizada
como matéria-prima da mais tradicional
bebida nordestina: a cachaça ou aguardente
de cana.
|