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Sertão, o período seco começa
se agravar, há grande escassez de pastos
e os animais definham. Com exceção
do único rio perene da região (o São
Francisco), em toda a caatinga não se vê
um veio d'água escorrendo sobre a terra árida.
O sol escaldante faz estalar os galhos secos dos
arbustos que, em estado de dormência vegetativa,
aguardam as próximas chuvas para novamente
se tornarem verdes.
No Agreste, o cajueiro está carregado
de frutos maduros. No Sertão, as marrecas
irerês (as "viuvinhas") voam,
em bandos, à procura das lagoas, onde gostam
de mergulhar. Ao se deslocarem de um sítio
a outro, as marrecas despertam , com seu assobio
fino e penetrante, a atenção dos
caçadores. E muitas acabam se transformando
em alimentação para o sertanejo.
No Litoral, Mata e Agreste, a estação
seca apenas se inicia, os campos ainda estão
verdes, os animais ainda têm pastos. A goiabeira
bota os últimos frutos de sua segunda safra
anual e nas feiras livres a pitanga aparece em
grande quantidade. Os morangais da região
serrana de Gravatá frutificam e no Litoral
é grande a oferta de coco verde.
Em setembro, as cobras venenosas continuam se
acasalando e o beija-flor está chocando
seus ovos, numa das suas duas incubações
anuais. No Sertão, os rebanhos caprinos,
por falta de alternativas, devoram bosques de
jurema preta, um dos poucos arbustos da caatinga
que permanecem com folhagem verde, mesmo em épocas
de estiagem prolongada.
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