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Ventos e trovoadas acompanham as últimas
chuvas no Sertão. As águas e a tempestade
empurram os animais para seu recolhimento. Os
roedores alimentam-se de lavouras e frutos silvestres
maduros. E, assim, bem nutridos, eles aceleram
o ritmo de reprodução, aumentando
o exército desses devoradores de safras,
que dão muita dor de cabeça ao agricultor.
Março é mês de nascimento
dos primeiros filhotes do teju, um lagarto muito
admirado pelo sertanejo, que propala a coragem
desse animal para enfrentar cobras venenosas.
Bastante ágil, o teju utiliza sua cauda
para desferir seqüenciados golpes contra
a cobra.
Quando picado, sai em disparada caatinga adentro,
em busca de plantas capazes de lhe curar do veneno.
Curado, volta para continuar a briga. No Agreste,
as chuvas ainda não chegaram, os frutos
do umbuzeiro começa amadurecer.
Nos pomares onde há duas safras anuais,
a primeira colheita de goiaba está chegando
ao fim. O agricultor inicia a preparação
do solo onde será plantado o sorgo forrageiro
que alimentará os rebanhos. A mangueira
bota os últimos frutos de uma colheita
iniciada em janeiro. Nos solos conservados e protegidos
pela vegetação, a bicharada tem
sua vida preservada.
Na caatinga, os insetos melhor adaptados ao clima
seco e cuja reprodução se deu no
inverno, constituem os maiores inimigos das plantas
cultivadas. Principalmente porque os pássaros,
que são bons catadores de insetos, estão
cada vez mais raros na região, em decorrência
da caça predatória. Nas terras de
Arcoverde, que separa o Agreste do Sertão,
o agricultor festeja o início da safra
da pinha.
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