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Numa escala dos seus grandes vôos entre
o Sudeste e o Norte brasileiros, as andorinhas
chegam a alguns municípios do Agreste pernambucano,
como Agrestina, por exemplo. Elas vêm em
bandos e, à noite, permanecem na copa das
árvores aninhando e acasalando. Pela manhã,
voam aos pomares à cata de alimento, num
vai-e-vem que se prolonga até julho, quando
retornam aos seus lugares de origem.
No Sertão, as árvores resistentes
a secas perdem as folhas e começam caducar,
numa sábia atitude que tem como objetivo
proteger a planta contra a desidratação
provocada pelo calor e pelo vento. O umbuzeiro
é uma dessas árvores.
Durante o verão, ele perde as folhas,
para evitar a transpiração, e passa
todo o período não-chuvoso em estado
de dormência vegetativa, guardando água
e nutrientes nas batatas de suas raízes.
As chuvas prosseguem no Agreste e na zona da
Mata. No Sertão, o sol se faz cada vez
mais presente. Por falta de flores, as abelhas
acabam comendo o mel que produziram e é
tempo das cactáceas frutificarem, fornecendo
alimento para as arribaçãs que,
agora, já invadem praticamente toda a caatinga,
fazendo seus ninhos no chão. Nessa época,
centenas e centenas de arribaçãs
são abatidas pelos caçadores.
No Agreste, os solos estão úmidos,
é tempo de represamento de rios e riachos,
que contribuem para formação dos
microclimas locais. A graviola frutifica, os campos
estão verdes. No Sertão, as plantas
nativas cobrem o solo com uma camada de folhas
fenadas que servem de alimento para o gado. As
folhas que sobram são reincorporadas e
acabam servindo para adubar o chão.
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