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Continua chovendo no Sertão, a caatinga,
os pastos e a lavoura estão verdes, proporcionando
alimentação farta para os mamíferos.
As aves fazem os primeiros vôos com os seus
filhotes. Sapos e rãs são encontrados
com facilidade e os roedores proliferam, trazendo
no seu encalço as cobras venenosas.
Janeiro é tempo de nascimento dos filhotes
de cobras como a Jararaca e a Cascavel. As plantas
nativas, como a macambira, o pereiro, a maniçoba
entre outras, protegem o solo sertanejo com uma
folhagem verde.
Nos plantios onde há duas safras por ano,
como acontece em algumas regiões do Agreste,
os frutos da goiabeira estão maduros. A
mangabeira começa a produzir. As abelhas
iniciam seu trabalho de polinização,
em várias áreas do Estado.
No arquipélago de Fernando de Noronha,
depois de viagens que chegam a atingir quatro
mil quilômetros, as tartarugas deixam o
mar para desovar na areia da praia. O teju, nativo
da caatinga e recentemente introduzido no arquipélago,
ataca os ovos das tartarugas, fazendo uma razoável
estrago.
No Agreste, os frutos do umbuzeiro ainda estão
verdes e a natureza sofre com o início
das queimadas. As queimadas constituem uma maneira
prática de preparar a área para
o plantio, oferecem algumas vantagens (como, por
exemplo, proporcionar boas colheitas nos dois
anos seguintes), mas acabam trazendo grandes prejuízos
para o agricultor.
Porque o fogo destrói toda a matéria
orgânica existente sobre o solo e que é
fundamental para a fertilidade da terra. Nas áreas
onde são feitas queimadas, a partir do
terceiro ano o solo começa perder sua capacidade
de produzir.
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