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Ainda é tempo de chuva no Sertão,
a caatinga continua exibindo o verde de suas folhas.
A safra de manga no Litoral está no seu
penúltimo mês. No Agreste, a goiabeira
promove fartura de frutos maduros. Nas regiões
de brejo, as chuvas têm sua máxima
em fevereiro e é grande a quantidade de
água armazenada nos lugares baixos dessas
faixas de terra rodeadas de serras.
Os brejos do Sertão pernambucano são
verdadeiros oásis. São privilegiadas
áreas de serras onde as chuvas e a umidade
têm maior regularidade, proporcionando boas
condições para o desenvolvimento
da agricultura. Nessas ilhas, ainda é possível
encontrar faixas compactas de vegetação
xerófila. Já nos brejos do Agreste,
a vegetação é caracterizada
por prolongamentos da mata atlântica.
Na zona da Mata, fevereiro marca o início
das grandes queimadas, que são feitas durante
a preparação do solo e durante a
colheita da safra. Quando a cana está no
ponto de colher, o usineiro põe fogo nos
canaviais, com o objetivo de limpar a cana, ou
seja, retirar, com fogo, toda a palha da planta,
o que facilita o corte.
Além dos danos causados à natureza,
esse processo traz prejuízos para o agricultor,
pois a cana queimada perde em teor de sacarose.
Em fevereiro, o beija-flor faz ninho, a caatingueira
flora. Aparecem saborosos frutos tropicais, como
siriguela e araçá, por exemplo.
A jaca, cuja colheita vai de outubro a abril,
aparece aos montes nas feiras livres de cidades
do Litoral e da Mata, onde a jaqueira (que é
uma planta de regiões úmidas e subúmidas)
encontra condições ideais de clima
e de solo para produzir.
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