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Do Litoral ao Agreste, agosto é o último
mês da estação chuvosa. É
tempo dos ventos fortes. No Sertão, o sol
está cada vez mais inclemente, transformando
as áreas anteriormente verdes num imenso
descampado, onde somente os galhos desfolhados
da caatinga sobrevivem.
Nas regiões de brejo, nos lugares baixos,
a água armazenada permanece ao alcance
de todos, o que faz dessas faixas de terra as
raras alternativas para a agricultura.
No Sertão, o camaleão, um animal
de grande utilidade para o homem (pois, além
de frutos silvestres, também se alimenta
de insetos), inicia a postura dos seus ovos. Acompanhando
o pai, os filhotes de ema saem pelo campo, na
espera de capturar insetos, com sua bicada infalível.
Atualmente, esta cena é rara, pois a ema
está praticamente extinta no Nordeste.
Na zona da Mata, a praga da cigarrinha fecha
o seu ciclo de ataque à cana-de-açúcar.
Entre o Agreste e o Litoral, os frutos do cajueiro
estão quase maduros, enquanto que no Sertão
de Petrolina a colheita da cebola vai chegando
ao final. É tempo de floração
do ipê-roxo e de início de safra
do tamarineiro, um dos poucos frutos tropicais
encontrados em abundância no Estado, nessa
época.
É a partir de agosto que as cobras venenosas
(como a cascavel e a jararaca) se acasalam, sempre
escolhendo para o ato reprodutivo os lugares mais
tranqüilos, longe dos seus inimigos naturais.
Na maioria das espécies, é o macho
que procura a fêmea e o acasalamento é
realizado geralmente á noite, pelo entrelaçamento
das caudas, num ritual que dura de seis a doze
horas ou até 24 horas.
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