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No Sertão, o sol retoma seu brilho. As
chuvas terminaram em março, mas abril ainda
é um bom mês para os sertanejos.
É a época em que aparecem os preás
e mocós gordos para abastecer a mesa da
população rural e das pequenas cidades.
É, também, época em que o
capim está florando e há fartura
de pasto para os rebanhos.
A caatinga ainda está verde, produzindo
sementes para os pássaros. A pitangueira
está florando, enquanto a goiabeira bota
seus últimos frutos, no Agreste. Na caatinga,
florescem algumas madeiras de lei, como a umburana.
Já o angico começa soltar suas sementes
e o pereiro (que o sertanejo acredita ser "um
pau de opinião") está florando.
No Agreste, as chuvas têm início
e abril é o mês em que o capim começa
brotar. Na zona da Mata pernambucana, acontecem
as primeiras chuvas. Já não há
moagem da cana-de-açúcar, encerrada
no mês anterior, e começam os trabalhos
de preparação para novos plantios.
É tempo de recuperar os grandes canaviais,
de preparar o solo e de conferir os últimos
detalhes, para que a nova safra aconteça
de acordo com tudo o que foi planejado.
Na chapada do Araripe e em algumas partes do
Sertão do São Francisco, aparecem
as primeiras revoadas de arribaçãs.
Elas chegam em bandos, à procura de alimentos:
sementes de plantas nativas da caatinga. Em seguida,
as aves se espalharão por outras regiões
do Sertão. Sempre reunidas em gigantescos
pombais, as arribaçãs fazem ninhos
no chão e iniciam o período de reprodução,
tornando-se presas fáceis para os caçadores.
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