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Araripina
Microrregião localizada no semi-árido
pernambucano, formada por 10 municípios,
tem área de 11.792 Km2. Predominam, em
quase toda sua extensão, condições
ecológicas desfavoráveis, com elevadas
temperaturas, chuvas escassas e mal distribuídas,
rios temporários e vegetação
xerófila, tendo como atividades fundamentais
as culturas de subsistência e a pecuária
extensiva.
Apenas na parte setentrional da microrregião,
onde está a Chapada do Araripe, as temperaturas
são mais amenas e os níveis pluviométricos
mais elevados, o que porporciona uma produção
agrícola mais diversificada.
O grande destaque da Chapada do Araripe é
a sua produção de gipsita cujas
jazidas principais estão nos municípios
de Araripina, Ipubi, Trindade, Bodocó e
Ouricuri, de onde saem 95% de todo o gesso consumido
no Brasil. A cidade mais importante da microrregião
é Araripina, onde estão instaladas
várias indústrias de beneficiamento
de gipsita.
A segunda mais importante cidade é Ouricuri
que, além de mais populosa, dispõe
de oferta de serviços diversificados e
ocupa posição estratégica
em relação à malha viária
estadual, ligando-se por boas rodovias aos municípios
de Araripina, Salgueiro e Petrolina, este último
é o principal ponto de escoamento da produção
de gesso do Araripe.
Salgueiro
Situada no Sertão Central do Estado,
essa microrregião tem área de 8.834
km2, é formada por 07 municípios
e apresenta clima semi-árido, com temperaturas
elevadas, chuvas escassas e mal distribuídas,
rios temporários e vegetação
xerófila. Sua atividade econômica
é baseada na pecuária extensiva
e lavouras de subsistência.
A cidade mais importante é Salgueiro,
por ser a mais populosa; dispor de um pequeno
grupo de indústrias de beneficiamento de
couro; e por estar situada no centro da região
sertaneja, onde se cruzam dois importantes eixos
rodoviários (a BR-116 sentido Nortr/Sul
e a BR-232 sentido Leste/Oeste), sendo passagem
e ponto de convergência de pessoas e mercadorias
oriundas do Sudeste para Fortaleza e outras cidades
nordestinas.
O segundo município mais importante da
microrregião é São José
do Belmonte, onde situam-se reservas de minérios
de ferro.
Vale do Pajeú
Formada por 17 municípios, tem extensão
territorial de 8.663 km2 (correspondente a 8,78%
do território estadual), situada no Sertão
pernambucano. Predomina, em quase toda região,
o clima semi-árido, sendo exceção
a pequena área de microclima de altitude,
onde está situado, por exemplo, o município
de Triunfo.
Comparada às demais microrregiões
sertanejas, tem atividade agrícola mais
desenvolvida (por conta de condições
ecológicas favoráveis), sendo o
espaço da microrregião ocupado,
predominantemente, pela pecuária (caprinocultura
e bovinocultura) e pelas culturas de subsistência.
Nas áreas de brejo, a atividade agrícola
é mais diversificada, incluindo a produção
de frutas. A atividade industrial é pouco
representativa, predominando unidades de pequeno
porte. O comércio, embora seja pouco representativo
em relação à receita do Estado,
é importante para a microrregião,
apresentando receita superior aos demais setores
da economia local.
A principal cidade da microrregião é
Serra Talhada, por ser a mais populosa e pelos
serviços existentes. Outras duas cidades
importantes são Triunfo (por conta do clima)
e São José do Egito, esta última
considerada o berço da poesia popular nordestina.
Sertão do Moxotó
Tem extensão territorial de 8.929 km2,
é formada por 07 municípios e o
clima predominante é o semi-árido,
com temperaturas elevadas, chuvas escassas e mal
distribuídas, rios temporários e
vegetação xerófila.
A economia da maioria dos municípios da
microrregião é pouco representativa,
baseada em atividades agropecuárias e cultivo
de lavouras de subsistência. A cidade mais
importante é Arcoverde, que concentra quase
metade da população urbana de toda
a microrregião, e é um representativo
centro comercial do interior do Estado.
Em Arcoverde também estão sediadas
várias entidades federais e estaduais;
existe um razoável número de indústrias
e a cidade funciona, ainda, como expressivo centro
médico e educacional do Sertão.
O crescimento de Arcoverde deve-se a sua posição
geográfica: situada a meio caminho entre
o Recife e o estremo Oeste do Estado, a cidade
tornou-se ponto de passagem e convergência
de pessoas e mercadorias para várias áreas
do território pernambucano.
Petrolina
Situada na região do São Francisco
pernambucano, é formada por 08 municípios
e, como as demais microrregiões sertanejas,
ocupa o semi-árido, tem clima quente e
seco, chuvas escassas e mal distribuídas.
A grande diferença é que o seu território
é banhado pelo Rio São Francisco,
o que dá à microrregião uma
condição privilegiada.
Tem extensão territorial de 15.009 km2.
A base da economia da microrregião é
a agricultura, irrigada e de sequeiro. As áreas
de sequeiro são oculpadas pelas culturas
de subsistência, além da pecuária
extensiva.
A agricultura irrigada (desenvolvida nas áreas
ribeirinhas, de solos úmidos e férteis)
utiliza moderna tecnologia para produzir cebola,
feijão, tomate, melão, melancia,
uva, alho, manga e outras culturas. Tem um importante
setor industrial (de transformação
de produtos não metálicos e de produção
de alimentos), sendo que o município de
Petrolina concentra quase que a totalidade das
indústrias instaladas na microrregião.
É também em Petrolina onde estão
concentrados mais de 60% de toda população
urbana; comércio e serviços da microrregião.
Dotada de aeroporto para grandes aeronaves, com
vôos comerciais regulares utilizados inclusive
para a exportação de produtos agrícolas,
Petrolina se beneficia ainda de sua posição
geográfica: equidistante de três
capitais nordestinas (Recife, Fortaleza, Salvador),
mantém intenso intercâmbio comercial.
Itaparica
Formada por 07 municípios, tem área
de 9.714 km2, está localizada no semi-árido,
tem clima quente e seco, com temperaturas elevadas,
chuvas escassas e mal distribuídas. Sua
vantagem é que, assim como o sertão
de Petrolina, quase toda a microrregião
é banhada pelo Rio São Francisco
(com exceção apenas do município
de Carnaubeira da Penha), o que possibilita o
cultiva de culturas irrigadas em grandes faixas
de terra.
Nas áreas de sequeiro, a principal atividade
econômica é a pecuária extensiva,
de pouca rentabilidade. Os mais representativos
centros urbanos são Belém de São
Francisco, Floresta e Petrolândia. A microrregião
tem base econômica notadamente rural, destacando-se
a produção de cebola em Belém
do São Francisco.
O setor industrial é pouco diversificado,
com pequenas indústrias que utilizam tecnologia
de baixo nível. Na microrregião
existe uma hidrelétrica do Sistema Chesf,
a Hidrelétrica de Itaparica, e o setor
de serviços apresenta diversificação
de atividades, sobretudo nos gêneros de
alimentação, hospedagem e atividades
ligadas aos serviços públicos. O
comércio tem pouca representatividade,
está estreitamente ligado às atividades
agrícolas da região.
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