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Região Metropolitana do Recife
Área administrativa criada em 1973, quando
o governo federal decidiu implantar uma política
de desenvolvimento no entorno das capitais brasileiras,
a Região Metropolitana do Recife (RMR)
é formada por 14 municípios: Abreu
e Lima, Araçoiaba, Cabo, Camaragibe, Igarassu,
Ipojuca, Itamaracá, Itapissuma, Jaboatão,
Moreno, Olinda, Paulista, Recife e São
Lourenço da Mata.
É a região de maior concentração
de renda do Estado e os seus municípios
geram hoje, juntos, metade de toda a riqueza produzida
em Pernambuco. Tem uma população
de três milhões de habitantes, dos
quais 60% vivem na linha de pobreza (com renda
de um salário-mínimo por mês).
Os 20% mais ricos dos seus habitantes têm
renda 40 vezes maior que a dos mais pobres.
A RMR é a região que apresenta
a maior taxa de urbanização do Estado.
Entre os seus indicadores negativos, o que mais
incomoda é a violência, pois é
considerada a segunda região com maior
índice de criminalidade do Brasil. Quanto
ao saneamento básico, tem apenas 35,2%
dos seus municípios com esgotos sanitários,
quando a média nacional é de 52,5%,
segundo dados do IBGE.
Entre os indicadores positivos, a RMR destaca-se
por abrigar o terceiro maior pólo médico
do Brasil e o segundo melhor pólo de informática
do País. Outro destaque nacional: a RMR
tem taxas de escolarização do ensino
médio (entre crianças de 15 a 17
anos) de 79,9%, superior à média
brasileira que é de 78,5%.
Litoral/Mata
Uma das regiões mais férteis do
Estado, onde predomina o solo tipo massapê,
é formada por 57 dos 184 municípios
pernambucanos. Sua economia está concentrada
na agroindústria canavieira que oferece
cerca de 70 mil empregos permanentes e 90 empregos
temporários (na época da safra da
cana-de-açúcar). Ao contrário
das demais regiões do Estado, não
está sujeita a secas periódicas,
tem rios perenes e índices pluviométricos
elevados se comparados aos do Estado como um todo.
Tem densidade demográfica elevada, 212
habitantes por quilômetro quadrado, bem
superior à média estadual que é
de 72 hab/km2. Também conhecida como zona
canavieira, está dividida em seis microrregiões:
Mata Setentrional, Vitória de Santo Antão,
Mata Meridional, Itamaracá, Recife e Suape.
Agreste
É a região intermediária
entre a Mata e o Sertão. Caracteriza-se
por uma economia diversificada, com o cultivo
de lavouras como milho, feijão, mandioca,
entre outras, e pecuária leiteira e de
corte. Principal bacia leiteira do Estado, o Agreste
tem índices pluviométricos maiores
que os do Sertão, com média anual
entre 800 e 1000 milímetros, mas também
é uma região sujeita a secas periódicas.
Está dividida em seis microrregiões:
Vale do Ipanema, Vale do Ipojuca, Alto Capibaribe,
Médio Capibaribe, Garanhuns e Brejo Pernambucano.
Tem, em geral, solos rasos, já erodidos
e depauperados e presta-se para o cultivo de cereais.
Sertão ou Caatinga
É a maior região natural do Estado,
ocupando 70% do território pernambucano.
Está dividida em seis microrregiões:
Araripina, Salgueiro, Pajeú, Moxotó,
Petrolina e Itaparica. No geral, tem sua economia
baseada na pecuária e plantio de culturas
de subsistência.
a região mais castigada pelas secas que
atingem o semi-árido nordestino, com precipitação
média anual entre 500 e 700 milímetros.
Em Itaparica está localizada uma hidrelétrica
do sistema Chesf e em Petrolina fica o maior pólo
de produção de frutas do Estado,
cultivadas com água irrigada do Rio São
Francisco e destinadas à exportação.
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