| Situado
a centro-leste da região Nordeste, Pernambuco
tem uma áres de 98.281 Km2 mais os 18,2 Km2
do arquipélago de Fernando de Noronha que,
em 1988, foi reincorporado ao seu território.
Limita-se, ao Norte, com o Ceará e a Paraíba;
a Oeste, com o Piauí; ao Sul, com Bahia e
Alagoas; a Leste, com o Oceano Atlântico.
Número de municípios: 184. Está
dividido em três grande regiões geoeconômicas:
Litoral/Mata, Agreste e sertão.
Clima - No Litoral/Mata, o clima
é tropical úmido, com chuvas de
outono a inverno, numa média histórica
situada entre 1.500 a 2.000 mlímetros anuais;
na área de caatinga, ou Sertão,
(que corresponde a dois terços do território
estadual) predomina o clima tropical semi-árido,
com baixa pluviosidade (média de 600m anuais
de chuva) concentrada no verão, mas sujeita
a irregularidades que acabam provocando secas
prolongadas. Na faixa de transição
entre a Zona da Mata e o Sertão, a pluviosidade
fica entre 650 a 1.000 milímetros anuais.
Rios - Pernambuco dispõe
de 13 grandes bacias hidrogáficas, mais
seis bacias de pequenos rios litorânoes
e sete dos chamados pequenos rios interiores.
Os rios afluentes do São Francisco (que
divide o Estado com a Bahia), como o Pajeú,
Moxotó e outros, têm regime temporário.
Os rios que nascem no Planalto da Borborema (como
o Capibaribe, Beberibe, Ipojuca etc.) são
perenes nos seus médios e baixos cursos.
O principal rio pernambucano é o Capibaribe,
que corta, inclusive, a capital Recife.
Agricultura e pecuária
- O setor agrário caracteriza-se pela monocultura
da cana-de-açúcar (principal produto
agrícola do estado) cultivada nos solos
tipos massapê da Zona da Mata; o Agreste
caracteriza-se pela policultura de gênero
alimentícios, como feijão, mandioca,
milho e banana; no Vale do São Francisco,
atualmente a região mais promissora do
Estado, há o cultivo de cebola, uva para
produção de vinho e outras frutas
para exportação. Em nível
regional, Pernambuco tem um dos mais importantes
rebanhos, com 2,1 milhões de cabeças
(bovinos); 1,5 milhão (caprinos); 700 mil
(ovinos); 600 mil (suínos). A pecuária
leiteira está concentrada no Agreste e
os rebanhos caprino/ovino no Sertão.
População - Em
2001, a população pernambucana é
de 7.910.992 milhões de habitantes (6.052.142
milhões dos quais concentrados na área
urbana e 1.858.850 residentes na área rural),
com uma densidade demográfica (média
de habitantes por Km2) de 72,04h. O Sertão
apresenta baixa densidade, com média de
26h/Km2. É o segundo Estado mais populoso
do Nordeste. Cidades mais populosas: Recife (1.421.947
hab.), Jaboatão dos Guararapes (580.397
hab.), Olinda (368.643 hab.), Paulista (262.072
hab.), Caruarau (253.312 hab.), Petrolina (218.336
hab.), Cabo (152.836 hab.), Camaragibe (128.627
hab.) Vitória de Santo Antão (121.269
hab.), Garanhuns (117.587 hab.).
Mineração - Os
principais produtos extrativos minerais do Estado
são o calcário, o gesso e a fosforita.
História - A história
do povoamento do Estado começou quando
o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias
(1534) e o território onde hoje está
Pernambuco foi doado a Duarte Coelho. Inicialmente,
a capitania se chamou Nova Lusitânia e,
em seguida, ganhou o nome indígena de pernambuco,
que signifa "mar furado".
Duarte Coelho fundou, em 1537, as vilas de Olinda
(capital administrativa) e de Igarassu, os dois
pontos de onde partiram as expedições
para desbravar o interior. Tem início a
cultura da cana-de-açúcar e de algodão
e as riquezas geradas despertam a cobiça
dos europeus.
Em 1630, a capitania é invadida pelos
holandeses que só seriam expulsos em 1654.
Os anos de guerra para expulsão dos holandeses
e conflitos internos abalaram a economia da capitania
e, com o crescimento de outras regiões
da Colônia (ressalte-se a descoberta de
ouro em Minas Gerais), Pernambuco perdeu seu poder
econômico.
Durante o governo holandês de Maurício
de Nassau, Pernambuco elegeu a primeira Assembléia
Legislativa da América do Sul. No Brasil
Colônia, eclodiram no Estado várias
revoltas separatistas. E, no Império, Pernambuco
lutou por idéiais republicanos. Principais
rebeliões: Revolta Pernambucana de 1817,
Confederação do Equador, Revolta
Praieira.
Em julho de 1930, João Pessoa (que era
candidato a vice-presidente da República
na chapa de Getúlio Vargas) foi assassinado
no centro do Recife, episódio que daria
início à Revolução
de 1930. Pernambuco é o segundo maior polo
industrial do Nordeste, perdendo apenas para a
Bahia.
Polígono das Secas -
Pernambuco tem um total de 87.317 km2 (que é
a soma das regiões Sertão e Agreste)
localizados no chamado Polígono das Secas,
que, como o nome já diz, é a região
nordestina sujeita a secas periódicas.
Essa área corresponde a 88,84% do território
pernambucano. A parte mais crítica é
a região Oeste do Estado (onde estão
municípios como Afrânio, Santa Filomena,
Terra Nova e Floresta), que tem as menores e mais
irregulares precipitações pluviométricas:
a média anual não supera os 500
milímetros, com o registro de um elevado
número de anos em que as chuvas não
alcançam os 200 milímetros anuais
e, muitas vezes, ocorrendo num curto período
de 05 a 10 dias.
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| Regiões |
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Região Metropolitana
do Recife |
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Zona da Mata |
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Agreste |
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Sertão |
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Bandeira
A bandeira de Pernambuco foi idealizada
durante o movimento revolucionário
conhecido como Revolução
Pernambucana de 1817, mas só
foi oficializada cem anos depois pelo
então governador Manuel Antônio
Pereira Borba. |
| O azul do retângulo
simboliza a grandeza do céu do
Estado; o branco representa a paz; o
arco-íris em três cores
(vermelho, amarelo, verde) representa
a união de todos os pernambucanos;
a estrela representa o Estado no conjunto
da Federação; o sol é
a força e a energia de Pernambuco;
e a cruz representa a fé na Justiça
e no entendimento. |
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Brasão
O Escudo de Pernambuco foi oficializado
em 1895, pelo então governador
Alexandre Barbosa Lima. No Escudo,
aparece o leão, representando
a força; a cana-de-açúcar
e o algodão simbolizando a
economia do Estado; as estrelas representam
os municípios. |
| Aparecem ainda no Escudo
as datas 1710, referência à
Guerra dos Mascates; 1817, revolta ocorrida
naquele ano; 1824 marcando a Confederação
do Equador e 1889 numa alusão
à Proclamação da
República. |
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Hino
O Hino de Pernambuco, escolhido em concurso
público, tem letra de Oscar Brandão
e música de Nicolino Milano.
Estriblilho
Salve ó terra dos altos coqueiros
de beleza soberbo estendal!
Nova Roma de bravos guerreiro
Pernambuco imortal! Imortal!
I
Coração do Brasil, em
teu seio,
Corre sangue de heróis - rubro veio,
Que há de sempre o valor traduzir,
És a fonte da vida e da história.
Desse povo coberto de glória
O primeiro talvez no porvir!
II
Esses montes e vales e rios,
Proclamando o valor dos seus brios,
Reproduzem batalhas cruéis
No presente és a guarda avançada,
Sentinela indormida e sagrada,
Que defende da Pátria os Lauréis.
III
Do futuro és a crença,
a esperança
Desse povo que altivo descansa
Como o atleta depois de lutar
No passado teu nome era um mito,
Era o sol a brilhar no infinito
Era a glória na terra a brilhar!
IV
A República é filha de
Olinda,
Alva estrela, que fulga e não finda
De esplendor com seus raios de luz.
Liberdade um teu filho proclama,
Dos escravos o peito se inflama
Ante o sol dessa terra da cruz.
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