|
Guerra civil entre Olinda e Recife, desencadeada
a 04/03/1710, depois que Recife foi elevada à
categoria de vila. Olinda era o centro das decisões
em Pernambuco e a aristocracia ali residente,
embora em plena decadência, não aceitou
a ascensão da povoação vizinha,
onde os comerciantes (conhecidos por Mascates)
começam a prosperar.
Os olindenses se rebelaram e atacaram a Vila
de Santo Antônio do Recife; destruíram
o pelourinho (que era o símbolo de autonomia
da vila); soltaram os presos políticos.
No dia 07 de novembro daquele mesmo ano (1710),
assustado com os conflitos edepois de ter sofrido
um atentado à bala, o governador Sebastião
de Castro e Caldas fugiu para a Bahia. Os olindenses
elegeram governador o bispo Dom Manuel Álvares
da Costa, que era indicado pelo Coroa para atender
a uma eventual vacância do cargo.
O bispo perdoou os envolvidos no levante mas,
como os ânimos ainda estavam exaltados,
protelou abedecer a carta régia (datada
de 19-11-1709) que elevava o Recife à vila.
Impacientes, desta vez foram os recifenses que
se rebelaram e reiniciaram o conflito, a 18-06-1711.
A 08 de outubro do mesmo ano de 1711, chega a
Pernambuco, enviado pela Coroa, o novo governador
Félix José Machado de Mendonça
e Vasconcelos.
Ele vai residir no Recife (antes, os governantes
residiam em Olinda, a capiatal) e fez cumprir
a carta régia que instituía a vila.
Mas os conflitos continuam e, a 07/04/1714, uma
ordem real determina o fim das lutas e manda que
o governador passe a residir seis meses no Recife
e seis em Olinda. Em 1715, a situação
volta à normalidade.
|