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Foi um dos maiores escândalos financeiros
da história de Pernambuco, ocorrido em
1980, na agência do Banco do Brasil no município
de Floresta, envolvendo quantia aproximada de
700 milhões de dólares e várias
pessoas influentes no Estado.
Os empréstimos eram feitos ao banco supostamente
para plantio de mandioca; em seguida alegava-se
que a seca destruíra os plantios (que na
verdade nunca foram feitos) e ninguém pagava
nada, sendo os prejuízos cobertos pelo
seguro agrícola. O próprio gerente
do banco estava envolvido. Em julho de 1981, a
imprensa pernambucana denuncia a falcatrua e,
em seguida, a Justiça Federal instaura
inquérito para apurar as irregularidades.
A 03 de março de 1982, o procurador da
República Pedro Jorge de Melo e Silva,
que conduzia o processo para apurar as irregularidades,
é assassinado em Olinda. O crime teve repercussão
nacional.
O julgamento dos sete acusados pela morte do
procurador, entre eles o major PM José
Ferreira dos Anjos, tem início a 07/10/1983,
no Tribunal do Júri do Recife, e termina
a 12/10/1983, com penas de 31 anos de prisão
para cada um dos acusados.
A 22/11/1983, o major José Ferreira foge
da prisão, um quartel da PM, e só
é recapturado a 29/01/1996, no sertão
da Bahia, e reconduzido à prisão
no Recife. O processo que apura o desvio do dinheiro
nunca foi concluído.
(Para saber mais, v. "O Escândalo
da Mandioca e a Morte do Procurador", Marcos
Cirano, Calandra Editorial, Recife, 1982).
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