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Movimento separatista iniciado em Pernambuco
a 02/07/1824 e que se estendeu às províncias
da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará,
com objetivo de formação de uma
nova República: a Confederação
do Equador. Tudo aconteceu quando Dom Pedro I,
depois de dissolver, no final de 1823, a Assembléia
Constituinte, no Rio de Janeiro, outorga a Constituição
do Império (março de 1824), impondo
ao País um Estado Unitário.
A Assembléia Constituinte era formada
por 53 deputados representantes de todas as províncias
e tinha a tarefa de organizar a Constituição
que acabou sendo elaborada por um Conselho de
10 membros nomeados pelo imperador.
Os pernambucanos (que já haviam tentado
um movimento separatista em 1817) questionam a
legitimidade da Constituição de
D. Pedro I e proclamam uma nova república,
escolhendo para presidi-la Manuel de Carvalho
Paes de Andrade - que, à época,
era presidente do Conselho que governava a província
de Pernambuco e recusava-se a dar posse ao novo
presidente nomeado pelo imperador, Carlos Marink
da Silva Ferrão.
O principal ideólogo da Confederação
do Equador foi o carmelita Joaquim do Amor Divino,
o Frei Caneca que, através do jornal Typhis
Pernambucano, defendia idéias liberais
e atacava o poder absolutista. A Paraíba
aderiu ao movimento quase que imediatamente; o
Rio Grande do Norte integrou-se à Confederação
no início de agosto; o Ceará, a
20 de agosto.
A Confederação do Equador duraria
pouco. Tropas imperiais foram enviadas do Rio
de Janeiro, sob o comando do brigadeiro Francisco
de Lima e Silva (forças terrestres) e do
lord Cochrane (forças navais), bloquearam
o porto do Recife e logo retomaram a cidade.
Durante os combates, Manuel de Carvalho Paes
de Andrade, que era presidente da nova República,
fugiu num navio para a Inglaterra. Com o Recife
e Olinda já dominados pelas tropas imperiais,
no interior as guerrilhas prosseguiam até
29/11/1824, sob o comando de Frei Caneca e Agostinho
Bezerra.
Totalmente dominada a rebelião, seus 12
principais líderes foram condenados à
forca e executados em 1825. Frei Caneca, o mais
famoso deles, acabou sendo fuzilado, no Forte
das Cinco Pontas, no Recife, porque nenhum carrasco
se dispôs a enforcá-lo.
Na Paraíba, Ceará e Rio Grande
do Norte não ocorreram combates porque
essas províncias logo se submeteram às
determinações da Coroa. Como punição
a Pernambuco, D. Pedro I determinou, através
de decreto de 07/07/1825, o desligamento do extenso
território da Comarca do Rio São
Francisco, passando-o, inicialmente, para Minas
Gerais e, depois, para a Bahia.
No campo político e institucional, a Confederação
do Equador pregava avanços como o voto
direto em todos os níveis e o equilíbrio
entre os poderes. Já no campo social, não
incluía medidas como, por exemplo, o fim
da escravidão.
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