| Primeira
tentativa de colonização e reforma
agrária em Pernambuco, criada em 1889, em
Jaboatão, pelo governo da União, a
pedido do Barão de Lucena, para estabelecer
um grupo de agricultores emigrantes. A área
tinha 2.200 hectares (onde funcionaram cinco engenhos
de açúcar) e foi dividida em 145 lotes
de 12 a 22 hectares cada um.
A Colônia era dividida em três áreas:
na primeira, foram construídas 90 casas,
a maioria de tijolo e algumas de taipa; na segunda,
havia 18 casas; na terceira área (que ligava
as outras duas), foram construídas estradas
carroçáveis, duas pontes sobre o
Rio Jaboatão, pontilhões e bueiros.
Os agricultores cultivavam cana-de-açúcar,
milho, feijão, mandioca, arroz e, em 1893,
iniciaram as plantações de café
e cacau.
A experiência estava dando certo mas, em
janeiro de 1894, a União vendeu a sede
da Colônia para instalação
da usina SA Progresso Colonial que ficaria obrigada
a comprar a cana produzida pelos colonos.
Em seguida, a 15/01/1894, a União passou
a administração dos assentamentos
ao governo do Estado. Alegando não dispor
de dinheiro para sua manutenção,
a 15/03/1895 o governo estadual extinguiu a Colônia
e vendeu todos os lotes. Os colonos eram, em sua
maioria, brasileiros e 150 estrangeiros.
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