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Episódio de repercussão nacional,
ocorrido no Recife a 03 de março de 1945,
que resultou na morte do líder estudantil
Demócrito de Souza Filho e do operário
Manoel Elias dos Santos, conhecido como Manoel
Carvoeiro.
Aconteceu na Praça da Independência,
centro do Recife, durante um ato de protesto contra
a ditadura Getúlio Vargas do qual participaram
vários políticos pernambucanos,
intelectuais e lideranças da classe operária.
Depois de uma passeata pelas ruas do centro da
cidade, os estudantes da Faculdade de Direito
seguiram para a Praça da Independência,
onde se misturaram à multidão ali
presente, para realização de um
grande comício.
Os discursos eram proferidos de uma sacada do
prédio-sede do Diário de Pernambuco,
jornal com o qual Demócrito colaborava.
Durante o discurso do sociólogo Gilberto
Freyre, a polícia política de Pernambuco
abriu fogo em várias direções.
Demócrito de Souza Filho, que estava ao
lado de Freyre na sacada do prédio, levou
um tiro na testa e caiu dentro da redação
do DP. Morreria no hospital, horas depois. Manoel
Carvoeiro, outro dos vários feridos na
ocasião, também não resistiu.
Alguns historiadores acham que o caso Demócrito
de Souza Filho foi um dos acontecimentos que selaram
a fim da ditadura Vargas, deposto oito meses depois.
Quando assassinado, o líder estudantil
tinha 24 anos de idade.
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