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Presente atualmente em várias cidades
do Nordeste, teve início no município
de Santa Cruz do Capibaribe, interior de Pernambuco,
com a reunião, sempre à noite, numa
rua da cidade, entre vendedores e compradores
de sobras de tecidos (retalhos) trazidas das grandes
indústrias de São Paulo.
Em seguida, a feira passou a contar, também,
com peças de vestuário confeccionadas
de forma artesanal e, depois, com outros produtos
importados de qualidade duvidosa. Funciona, principalmente,
como uma espécie de atacado para centenas
de pequenos comerciantes de outras cidades, que
chegam em ônibus fretados especialmente
para a feira.
A versão para o termo Sulanca é
a de que se trata de "helanca vinda do sul".
Surgiu na década de 1960, quando os comerciantes
José Morais e Manuel Francisco de Deus,
já falecidos, fabricaram, em Santa Cruz
do Capibaribe, as primeiras peças de vestuário
popular, utilizando retalhos de helanca trazidos
de São Paulo.
Ainda quando se limitava apenas à venda
de roupas, a feira da sulanca deu grande impulso
à economia de Santa Cruz do Capibaribe,
fazendo surgir na cidade centenas de empresas
familiares.
Entre 1976 e 1980, o número de máquinas
de costura vendidas na cidade foi tão grande
que um dirigente da fábrica Plaff veio
da Alemanha para observar pessoalmente o que estava
acontecendo no Agreste pernambucano.
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