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A Indústria Carlos de Brito, conhecida
como Fábrica Peixe, foi a primeira unidade
industrial instalada no Nordeste. Fundada, no
município de Pesqueira em 1898, por Maria
da Conceição Cavalcanti de Brito
(Dona Yayá) que decidiu investir na fabricação
de goiabada caseira.
Em 1904, ela comprou tachos a vapor de fabricação
inglesa e mecanizou a produção,
contratando dezenas de operários. Em 1907,
a Fábrica Peixe adquiriu um bonde e quatro
troles para transportar matéria-prima e
equipamentos.
Em 1910, recebeu, na Bélgica, o Grande
Prêmio da Exposição Internacional
de Bruxelas, consagrando-se como uma das maiores
indústrias do Brasil. Produzia doces e
creme de tomate.
Entre as décadas de 1940/50, entrou em
decadência, permanecendo apenas como um
monumento à prosperidade do passado. Em
fevereiro de 1998, o Grupo Bombril-Círio
adquiriu e iniciou sua recuperação.
Mas, antes mesmo do final daquele ano, a 20/11/1998,
a fábrica foi novamente fechada e todos
os funcionários demitidos.
O grupo alegou dificuldades decorrentes da escassez
de água na região e quebra na safra
de matéria-prima. Na sua melhor fase, entre
as décadas de 1910/1930, trouxe prosperidade
ao município de Pesqueira que chegou a
contar com aeroporto nacional, jóquei clube,
revendedora de automóvel Ford e cinco jornais
semanais.
A Peixe também fez surgir concorrência,
representada pelas fábricas de doces Rosas,
Tigre, Touro e outras. A Rosa, por exemplo, construiu
uma vila operária, coisa rara na década
de 40.
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