| Vendedor
ambulante que ocupa as pontes e ruas estreitas do
Recife para comercializar os mais variados tipos
de mercadorias. Perseguido desde o final do Século
XVIII, quando era chamado de mascate (v. Guerra
dos Mascates). A profissão de vendedor ambulante
foi regulamentada pelo Congresso nacional a 02/02/1940
(Lei 2.041). No Recife, em 1951 a Câmara de
Vereadores aprovou a Lei 2134, disciplinando o comércio
ambulante na cidade.
Em 1961, essa Lei foi substituída pelo
Código de Urbanismo e Obras da Cidade do
Recife (Lei 7427/61), preservando os direitos
dos camelôs de ocupar apenas determinadas
ruas. Mesmo assim, os confrontos prosseguiram,
até porque os camelôs não
obedecem à demarcação de
áreas.
As autoridades alegam que os ambulantes tumultuam
as ruas do centro da cidade e contribuem para
a evasão de recursos públicos, uma
vez que comercializam mercadorias sem recolher
impostos. As inúmeras tentativas de acabar
ou disciplinar esse tipo de comércio sempre
geraram conflitos entre a polícia e os
ambulantes, algumas vezes transformando o centro
do Recife num verdadeiro campo de batalha.
Quem primeiro se posicionou contra os camelôs
no centro do Recife foi o prefeito Djair Brindeiro,
em 1948. Mas todos que o sucederam enfrentaram
problemas. Quando da sua primeira gestão
na prefeitura, Jarbas Vasconcelos construiu, na
Av. Dantas Barreto, um grande mercado (o "Camelódromo"),
na tentativa de alojar ali todos os ambulantes
que atuam no centro da cidade.
Em 1999 calculava-se que cerca de 10 mil ambulantes
atuavam nas ruas e pontes do Recife. Para defender
a categoria (formada de desempregados não
especializados, pessoas que abandonaram o campo
ou cidades do interior, etc.) existe o Sindicato
do Comércio de Vendedores Ambulantes do
Recife, Jaboatão e Olinda.
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