Dom
Hélder Câmara foi um
dos mais influentes personagens da
Igreja Católica no Brasil do
século XX. Era comparado a
Getúlio Vargas como líder
político consumado e teve,
pelo menos, três grandes e distintas
fases na sua vida de religioso.
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O primeiro momento
vai da ordenação
no Ceará, em 1931, até
uma ativa militância junto
a instituições
políticas conservadoras,
como a Ação Integralista
Brasileira que entre 1932 e
1937 representou a versão
nacional do fascismo. Foi, segundo
o próprio Dom Hélder,
o seu “pecado da juventude”.
Numa segunda fase, desta vez
já radicado no Rio de
Janeiro, Dom Hélder optou
por um trabalho assistencialista,
o que o tornaria idealizador
de vários departamentos
da Igreja voltados para “socorrer
indigentes e necessitados”.
O terceiro e, sem dúvida,
o mais agitado período
da atuação religiosa
de Dom Hélder vai 1964
a 1985, quando ele comandou
a Arquidiocese de Olinda e Recife.
Nessa época, o Brasil
viveu sob uma ditadura militar
e ele foi um incansável
defensor da liberdade.
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Dom Hélder entendia (também
praticava) que a Igreja tinha o dever
de opinar e interferir nos problemas
políticos e sócio-econômicos
do povo e, por esta postura, foi sistematicamente
perseguido pelos militares e seus
aliados.
É deste rico e tumultuado
período da vida religiosa de
Dom Hélder que trata este site.
Do projeto “Dom Hélder
– Pastor da Liberdade”,
além deste site, faz parte
um vídeo produzido pelos jornalistas
Marcos Cirano, César de Almeida
e Ciro Rocha. O projeto tem apoio
cultural da CHESF – Companhia
Hidro-Elétrica do São
Francisco.
Este site foi produzido pela seguinte
equipe: Pesquisa e texto: Marcos Cirano;
produção: Chico Feitosa,
Flávio Barbosa, Hugo Luigi,
Joana Veras, Lia Veras e Rita Veras. |