| Circulou
pela primeira vez a 03/04/1919. Fundado, no Recife,
pelo ex-senador Francisco Pessoa de Melo (juntamente
com os irmãos João e José)
para fazer a campanha política do seu tio
Epitácio Pessoa à presidência
da República. Em 1930, com a revolução,
o jornal foi totalmente destruído e incendiado,
sendo recuperado três anos mais tarde.
Na década de 1960, tornou-se o carro-chefe
do mais influente grupo de comunicação
do Nordeste (formado ainda pelo vespertino Diário
da Noite, uma emissora de TV e cinco de rádio).
No final da década de 1970, começou
a enfrentar uma grande crise financeira que iria
durar dez anos.
Durante esse tempo, chegou a suspender o pagamento
aos seus fornecedores, inclusive de papel; os
jornalistas não recebiam salários,
apenas vales; e o jornal chegou a vender apenas
850 exemplares/dia.
Em fevereiro de 1987, um grupo de funcionários
assumiu o jornal que deixou de circular por 34
dias, até que a empresa foi adquirida por
um grupo empresarial que tinha como acionista
majoritário João Carlos Paes Mendonça,
do Grupo Bompreço. O jornal, então,
foi recuperado e voltou a disputar o mercado em
pé de igualdade com o Diário de
Pernambuco.
O JC foi o único jornal brasileiro a noticiar
a invasão da URSS pelas tropas de Hitler,
graças à antiga prática de
só fechar a primeira página às
04 horas da manhã. Durante muitos anos,
chegou a ser o jornal mais influente do Nordeste.
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