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Líder negro, nascido em 1655, no Quilombo
dos Palmares, entre Pernambuco e Alagoas, foi
o maior símbolo da resistência negra
contra a escravidão.
Durante uma expedição contra Palmares,
comandada por Brás da Rocha, foi raptado
ainda recém-nascido e entregue ao padre
Antônio Melo, vigário de Porto Calvo,
que o criou sob o nome de Francisco.
Enquanto viveu com o padre Antônio Melo,
foi alfabetizado, aprendeu latim e passou a ajudar
missa.
Em 1670, aos 15 anos, fugiu e foi morar com o
seu povo no Quilombo dos Palmares, onde adotou
o nome de Zumbi (que significa guerreiro) e foi
acolhido por uma família. Na época,
o Quilombo dos palmares era comandado por Ganga
Zumba.
A 05/11/1678, quando Ganga Zumba assina um tratado
de paz com o governador de Pernambuco, Zumbi não
aceita o acordo e com outros jovens guerreiros
desencadeia uma guerra civil no quilombo.
Em 1680, manda envenenar Ganga Zumba e assume
a liderança do Quilombo dos Palmares, passando
a comandar todas as resistências dos negros
livres aos ataques organizados pelo governo português.
Em 1685, o próprio rei de Portugal, D.
Pedro II, escreve uma carta a Zumbi, propondo
perdão a "todos os excessos que haveis
praticado contra minha Fazenda Real", desde
que o comandante do quilombo e todos os seus capitães
aceitassem a condição de fiéis
e leais súditos.
Zumbi não responde a carta e os ataques
a Palmares prosseguem, inclusive por parte de
uma expedição comandada pelo também
negro Henrique Dias que teve destaque nas lutas
para expulsar os holandeses do Nordeste brasileiro.
Mas os negros livres resistem.
Em 1688, chega ao Recife o bandeirante Domingos
Jorge Velho (famoso por matar índios e
fazer fortuna com suas empreitadas), com a missão
de comandar ataque ao Quilombo dos Palmares.
Na primeira investida, comanda mil homens mas
é obrigado a recuar ante a reação
dos negros. Depois, com o reforço de tropa
comandada por Bernardo Vieira de Melo, arrasa
Palmares a 06/2/1694. Mas Zumbi consegue fugir,
com alguns guerreiros, e se refugia na mata.
Um dos sobreviventes ao ataque contra palmares,
Antônio Soares, é capturado em Penedo
e, sob tortura, revela o esconderijo de Zumbi
que, a 20/11/1695, é morto numa emboscada.
O corpo de Zumbi é levado para Porto Calvo,
onde é mutilado; a cabeça é
enviada para o Recife, ficando exposta em praça
pública, com o objetivo de celebrar a vitória
dos escravistas.
Em março de 1997, o nome de Zumbi dos
palmares foi inscrito, 302 anos após a
sua morte, no Livro de Heróis da Pátria,
instalado no Panteão da Liberdade Tancredo
Neves, na Praça dos Três Poderes,
em Brasília. Fabricado em aço escovado,
até então o livro tinha apenas o
nome do inconfidente Tiradentes.
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