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Lampião (Virgolino Ferreira da Silva)
nasceu em Vila Bela, atualmente município
de Serra Talhada, a 04-06-1898. Pequeno agricultor
no sertão pernambucano, em 1915 sua família
é expulsa de suas terras pelos Nogueira
e o seu pai é surrado.
Em revide, juntamente com o seu irmão
Ezequiel, Lampião mata dois capangas dos
Nogueira e foge, com toda a família, para
Alagoas.
Em 1920, Lampião procura o cangaceiro
Sebastião Pereira (Sinhô Pereira),
na Fazenda Passagem do Brejo, povoação
de São
Francisco, à margem do Rio Pajeú,
e entra no seu bando. Em 1922, Sinhô Pereira
abandona o cangaço e passa-lhe o comando
do bando.
Até 1938 (quando seria assassinado pela
Polícia, em Sergipe), Lampião espalhou
medo pelos sertões de sete estados do Nordeste:
Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba,
Rio Grande do Norte e Ceará.
Ganhou fama (para uns, como justiceiro; para
outros, como bandido sanguinário) e foi
convidado pelo governo para combater os integrantes
da Coluna Prestes, sendo intermediário
do convite o PADRE CÍCERO DO JUAZEIRO,
que à época lhe concedeu a patente
de capitão.
Teve como companheira Maria Bonita, que ele conheceu
em 1929, quando ela resolveu deixar o marido e
integrou-se ao bando.
Por inúmeras vezes, os governos estaduais
e federal tentaram eliminar o bando de Lampião,
mas as investidas das polícias fracassaram
e chegou-se a oferecer um prêmio de mil
contos de réis por sua cabeça.
Consta que o apelido de Lampião surgiu
porque, a cada disparo, seu rifle soltava um clarão
"tal qual um lampião".
Morreu na madrugada de 28 de julho de 1938, na
fazenda Angicos, município de Porto da
Folha, Sergipe, quando uma volante comandada pelo
tenente João Bezerra, da Polícia
de Alagoas, surpreendeu o bando num acampamento.
Com Lampião, morreram também Maria
Bonita e vários cangaceiros. Lampião,
Maria Bonita e alguns outros integrantes do bando
tiveram as cabeças cortadas e enviadas
para Salvador, Bahia, onde ficaram em exposição,
num museu, por mais de vinte anos.
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