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Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti, advogado
e político, nasceu no Recife, a 14 de abril
de 1948, filho de José Francisco de Melo
Cavalcanti e Creuza Arcoverde de Freitas Cavalcanti.
Dividiu a infância e a juventude entre a
Av. Cruz Cabugá, no Recife, e a fazenda
Lagoa Dantas, no município de Macaparana,
casa de sua avó paterna.
Datam dessa época seus primeiros contatos
com a política - seu pai chegaria a governar
Pernambuco, na condição de Presidente
da Assembléia Legislativa do Estado. Isso
favoreceu a Joaquim Francisco, mal saído
da adolescência, o exercício da função
de Oficial de Gabinete do então governador
Nilo Coelho, em 1967. Três anos depois,
torna-se bacharel pela Faculdade de Direito do
Recife.
Daí prá frente, Joaquim Francisco
passou a assumir vários cargos públicos,
a exemplo de assistente da presidência do
INCRA. Entre 1970 e 1974, foi Secretário
do Trabalho e Ação Social, no governo
Moura Cavalcanti. Em 1978, seria procurador da
Junta Comercial de Pernambuco. Em 1982, coordenou
a campanha de Roberto Magalhães para governador
do Estado. Em seguida, foi nomeado prefeito do
Recife, exercendo o cargo entre 1983 e 1985.
Em 1986, Joaquim Francisco é eleito deputado
federal Constituinte, com a maior votação
do seu Partido (PFL) em todo o País. Nessa
época, foi designado, pelo Presidente José
Sarney, para o cargo de Ministro do Interior,
onde ficaria apenas três meses, renunciando
por discordar da quebra de hierarquia entre o
Ministério e órgãos vinculados.
Da Câmara dos Deputados, Joaquim Francisco
voltaria à Prefeitura do Recife, eleito
pelo voto direto em 1988, tendo ficado no cargo
entre 1989 e 1990, quando foi eleito governador
do Estado, com mais de 1 milhão de votos.
Em 1995, terminado o mandato de governador, Joaquim
Francisco iniciaria nova fase de sua trajetória
de homem público, agora afastado das atividades
políticas mais diretas.
Convidado para exercer a função
de consultor técnico do BID, Joaquim Francisco
residiria durante todo o ano de 1995 em Washington.
De volta ao Brasil, continuaria a prestar consultoria
técnica, agora a várias instituições
nacionais e internacionais, a exemplo da FIESP,
Fundação Alves Penteado e Banco
Mundial. Em 1998, retoma a carreira política
e é novamente eleito deputado federal,
cargo que ocupa até hoje.
Entre os livros que publicou, destacam-se: "Uma
Constituição Renovadora", "Aspectos
sociais, econômicos e políticos do
planejamento familiar" e "A esperança
chama-se povo" todos de 1986; "A Bandeira
do Trabalho", "Reafirmação
do Ideal" e "Missão e Trajetória",
de 1994; "Modernização do Estado",
de 1997, e "Modernização do
Estado - Novos Caminhos", de 1998.
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