biografia Carlos Pena Filho
 



 
 
 

Poeta, nasceu no Recife, a 17 de maio de 1929 e aos quatro anos de idade foi morar na casa de familiares em Portugal. Em 1941, retornou ao Recife, onde freqüentou o curso secundário (Colégio Nóbrega) e em seguida passou a estudar Direito.

Seu primeiro trabalho como poeta, o soneto "Marinha", foi publicado em 1947 pelo Diario de Pernambuco. Em 1952, reuniu poemas e sonetos e publicou o primeiro livro, "Tempo de Busca".

Em 1954, ao chegar em Parnamirim numa caravana de estudantes universitários que participavam da campanha do candidato a governador Cordeiro de Farias, foi baleado (31 perfurações no corpo) durante uma confusão entre um morador e soldados da Polícia Militar.

Em 1955, publicou seu segundo livro, "A Vertigem Lúcida", premiado pela Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco.

Bacharelou-se em Direito em 1957 e no ano seguinte publicou o seu terceiro livro, "Memórias do Boi Serapião", um poema longo com projeto gráfico e desenhos de Aloísio Magalhães.

Em 1959, lanço o "Livro Geral", reunindo sua obra poética já editada acrescido de poemas novos, pela Livraria São José, Rio de Janeiro, livro com o qual conquistou, naquele mesmo ano, o Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro.

A 26 de junho de 1960, o Jornal do Commercio, do Recife, publicou o seu último trabalho: a poesia "Soneto Oco". A 27 de junho de 1960, sofreu um grave acidente de automóvel, no Largo das Cinco Pontas, Recife, ficando três dias em estado de coma.

Morreu no hospital, a 01 hora da manhã de 01 de julho de 1960. No ano seguinte (1961), a União Brasileira de Escritores instituiu o Prêmio Carlos Pena Filho de Poesias.

Atuou, também, como compositor em parceria com Capiba, com quem compôs as seguintes canções: "A Mesma Rosa Amarela", "Claro Amor", "Pobre Canção" e "Manhã de Tecelã", todas gravadas em 1960 (selo Mocambo) sob o título "Sambas de Capiba".

Depois de sua morte, teve alguns dos seus poemas musicados pelo próprio Capiba e por outros compositores. Na imprensa do Recife, atuou como repórter político mas, segundo seus contemporâneos, não tinha a menor vocação para o jornalismo, sua paixão era mesmo a literatura.


 
 
 
 
 
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