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Músico e compositor, Lourenço
da Fonseca Barbosa, o conhecido Capiba, nasceu
no município de Surubim, a 28 de outubro
de 1904. De uma família de músicos,
seu pai era maestro da banda municipal.
O mais conhecido compositor de frevos do Brasil.
Aos 08 anos de idade já tocava trompa e
ainda criança muda-se, com a família,
para o Recife. Em seguida, vai morar no estado
da Paraíba (primeiro na cidade de Taperoá,
depois Campina Grande e João Pessoa), onde
toca piano em cinemas.
Aos 20 anos de idade, grava o primeiro disco
(gravação particular), com a valsa
"Meu Destino". Em 1930, volta a morar
no Recife e, aprovado em concurso, torna-se funcionário
do Banco do Brasil. Em 1938, termina o curso de
Direito, mas nunca apanharia o diploma.
Também no Recife (onde morou a maior parte
da vida), funda a Jazz Band Acadêmica e,
com Hermeto Pascoal e Sivuca, funda o trio "O
Mundo Pegando Fogo".
Autor de mais de 200 canções, não
apenas frevo, como também outros vários
gêneros: de samba à música
erudita. Entre os seus sucessos, estão:
"Maria Batânia" (canção);
"A Mesma Rosa Amarela" (samba); "Serenata
Suburbana" (guarânia); "Verde
Mar de Navegar" (maracatu) e vários
outros. No gênero frevo, compôs mais
de cem canções.
Também musicou poemas de Carlos Drummond
de Andrade, Vinício de Morais e outros
poetas brasileiros. Morreu no Recife, a 31-12-1997,
de infecção generalizada, depois
de passar dez dias na UTI de um hospital.
Uma de suas canções carnavalescas
mais famosas ("É de Amargar")
foi vencedora de um festival de frevo em Pernambuco,
em 1934. Entre outros prêmios, em 1967 conquistou
o 5° lugar no Segundo Festival Internacional
da Canção, com a música "São
do Norte os que Vêm".
Suas principais composições:
Valsa Verde (1931); É de Tororó
(maracatu, 1932); É de Amargar (frevo,
1934); Quem Vai Pro Faró é o Bonde
de Olinda (frevo, 1937); Guerreiro de Cabinda
(maracatu, 1938); Gosto de te Ver Cantando (frevo,
1940); Linda Flor da Madrugada (frevo, 1941);
Quem Dera (frevo, 1942); Maria Betânia (canção,
1944); Não Agüento Mais (frevo, 1945);
Que Bom Vai Ser (frevo, 1945); E...Nada Mais (frevo,
1947); É Luanda (maracatu, 1949); Olinda
Cidade Eterna (samba, 1950); Recife Cidade Lendária
(samba, 1950); É Frevo, Meu Bem (1951);
A Pisada É Essa (frevo, 1952); Trem de
Ferro (moda, com versos de Manuel Bandeira, 1953);
Soneto de Fidelidade (com Vinícius de Morais,
1955); Serenata Suburbana (valsa, 1955); Nação
Nagô (maracatu, 1957); O Mais Querido (marcha-exaltação,
1957); Sino Claro Sino (canção,
1958); A Mesma Rosa Amarela (samba, 1960); Cantiga
do Mundo e do Amor (canção, com
Ariano Suassuna, 1962); Frevo da Saudade (1962);
Madeira que Cupim não Rói (frevo,
1963); O Anel Que Tu Me Deste (frevo, 1965); Cala
a Boca Menino (frevo, 1966); São do Norte
os Que Vêm (baião, 1967); Europa
França e Bahia (frevo, 1968); Oh, Bela
(frevo, 1970); Sem Lei nem Rei (toada, 1970);
De Chapéu de Sol Aberto (frevo, 1972);
Frevo e Ciranda (frevo, 1974); Rei de Aruanda
(maracatu, 1974); Juventude Dourada (frevo, 1975);
Desesperada Solidão (canção,
1983).
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