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Senhor de engenho em militar, nasceu em Muribeca,
na segunda metade do Século XVII. Comandou
uma das expedições no ataque final
ao Quilombo dos Palmares e, como prêmio,
foi nomeado governador e capitão-mor da
capitania do Rio Grande do Norte (1695).
Retornou a Pernambuco em 1710 e foi nomeado comandante
do terço de linha do Recife. Quando eclodiu
a Guerra dos Mascates em 1710, envolveu-se no
conflito e rumou para Olinda (então capital
da província), onde participou dos movimentos
que culminaram com a fuga (para a Bahia) do governador
Sebastião de Castro e Caldas e a posse
do bispo Dom Manuel Álvares da Costa.
Em seguida, o bispo é deposto do cargo
e Bernardo Vieira de Melo é preso. Em 1711,
chega a Pernambuco o novo governador, Félix
José Machado de Mendonça Eça
Castro e Vasconcelos, e este exige que Dom Manuel
seja reconduzido ao cargo, para dele recebê-lo,
ocasião em que Bernardo Vieira é
libertado e se refugia nos Palmares.
Em 1712, Bernardo Vieira é condenado à
prisão, entrega-se e é conduzido
ao Recife. Em seguida, com seu filho André
Vieira de Melo e mais nove companheiros derrotados
na Guerra dos Mascates, é remetido para
Lisboa onde morreria.
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