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ORIGEM – O bairro de Jiquiá teve
origem em um engenho-de-açúcar
que pertenceu à Freguesia da Várzea
e ficava em terras próximas aos atuais
bairros de Afogados, Areias e Estância.
Durante a invasão holandesa, o engenho
foi ocupado várias vezes até que,
em 1637, o então proprietário (Antônio
Fernandes Pessoa) abandonou a propriedade e fugiu
com a família para Ipojuca.
O engenho ficou abandonado (de fogo morto) até 1654,
quando os holandeses foram expulsos de Pernambuco.
Na ocasião, Antônio Fernandes retornou,
recuperou a propriedade e o engenho voltou a
moer.
Com a morte de Antônio Fernandes e da
esposa dele, a filha do casal (Ana de Luís
da Silva) herdou as terras e, em 1657, vendeu
ao capitão Antônio Borges Uchoa
que incrementou o engenho com novas construções.
Até 1750, o Engenho de Santo Antônio
de Jiquiá teve ainda outros proprietários,
entre os quais os irmãos Antônio
e Álvaro Uchoa e o capitão-mor
da Vila do Recife Antônio Correia. A partir
de então, surge na área um povoado.
ZEPPELIN – O bairro de Jiquiá foi
o primeiro local da América do Sul onde
se construiu um campo de pouso para o dirigível
alemão Zeppelin que desceu aqui, pela
primeira vez, com grande festa, no dia 22 de
maio de 1930.
Atualmente (2005), o Campo do Jiquiá,
como ficou popularmente conhecido, é uma área
tombada pelo Patrimônio Histórico
Estadual e ainda conserva de pé a torre
que servia de atracação aos dirigíveis.
A torre é a única que resta no
mundo.
O BAIRRO - O bairro de Jiquiá integra
a 5ª Região Político-Administrativa
do Recife (RPA-5), a Sudoeste da cidade, formada
por um total de 16 bairros.
Conforme dados do Censo IBGE, em 2000 a população
do Jiquiá tinha uma renda média
mensal de R$ 670,22 Outros dados do Censo:
População: 7.802 habitantes
Área: 163,5 hectares
Densidade: 47,71 hab./ha

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