|
Situado entre os bairros da Madalena,
Graças, Soledade, Boa Vista e Ilha do
Retiro, o bairro do Derby teve origem numa área
onde, a 25 de março de 1888, a Sociedade
Hípica Derby Club inaugurou um dos mais
luxuosos centros de corridas de cavalos da cidade
que ficaria conhecido como o Prado do Derby.
Esse parque para competições hípicas
funcionou até 1898, quando o empresário
Delmiro Gouveia adquiriu a área e construiu
no local um enorme mercado público (o
Mercado Modelo Coelho Cintra), inaugurado a 07/09/1899.
O vistoso prédio logo ficaria conhecido
como o Mercado do Derby.
Aliás, o empreendimento de Delmiro Gouveia
propiciou pelo menos dois episódios importantes
para a história da cidade:
Primeiro é que o Mercado do Derby, juntamente
com a Estação Central da Rede Ferroviária
no Recife, foram os dois primeiros locais iluminados
no Estado: tiveram luz elétrica antes
mesmo que o sistema de iluminação
pública e residencial da Capital fosse
inaugurado, o que só aconteceu a 13 de
maio de 1914.
O outro episódio histórico aconteceu
na madrugada de 01 de janeiro de 1900, quando
um incêndio criminoso destruiu o imponente
mercado. Por trás do crime, estaria o
vice-presidente da República, Rosa e Silva,
que era adversário de Delmiro, e isso
acabou desencadeando outros atritos políticos.
Anos mais tarde o prédio do mercado foi
recuperado e ali que atualmente funciona o Comando
da Polícia Militar de Pernambuco.
A Praça do Derby, que também ainda
existe hoje, foi construída entre 1924
e 1926, com projeto do paisagista brasileiro
Burle Marx.
Desde que surgiu, o Derby é um dos bairros
mais aristocráticos do Recife. Em 2000,
segundo dados do Censo do IBGE, a população
do bairro tinha uma renda média mensal
de R$ 3.462,54, uma das seis maiores da cidade.
População: 2.175 habitantes
Área: 50,4 hectares
Densidade: 43,16 hab./ha

|