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ORIGEM - Situado entre os bairros
de Iputinga e Zumbi, o bairro do Cordeiro surgiu
em terras que, a princípio, pertenceram
ao senhor-de-engenho Ambrósio Machado,
que também foi governador da Capitania
do Rio Grande do Norte, isto entre 1616 e 1619.
Naquela área (que é cortada pelo
Rio Capibaribe) existia uma passagem que levava
ao local do atual bairro de Casa Forte, do outro
lado do rio. Também havia ali um poço
que fornecia água à vizinhança.
Esses dois fatores favoreceram o surgimento de
um povoado.
Em 1654, o engenho de Ambrósio Machado
foi confiscado pelos holandeses. Mais tarde,
parte dessas terras passaria para o herói
da guerra contra os holandeses João Fernandes
Vieira, através de ocupação
comandada por um dos seus ajudantes de ordem,
o capitão João Cordeiro de Mendanha.
O NOME – Fernandes Vieira tornou-se um
dos senhores-de-engenho mais ricos do Nordeste
e deixou aquela propriedade sob administração
de João Cordeiro que acabaria dando nome
ao engenho. Também a passagem que ligava
a localidade à Casa Forte (antes chamada
Passagem de Ambrósio Machado) passou a
ser chamada Passagem do Cordeiro.
Foi, aliás, por aquela passagem que,
em 1645, as forças pernambucanas cruzaram
o rio para atacar e derrotar tropas do exército
holandês que estavam acampadas no Engenho
de Dona Ana Paes, mais tarde denominado Engenho
Casa Forte exatamente por conta dessa batalha.
Oficialmente, a propriedade só ganhou
o nome de Engenho Cordeiro no final do século
XVIII, quando aquelas terras foram compradas
por Sotero de Castro.
SITUAÇÃO ATUAL – Pertencente à 4ª Região
Político-Administrativa do Recife (RPA-4),
a Oeste da cidade, o bairro do Cordeiro é cortado
pela mais extensa avenida recifense (a Caxangá),
onde está situado a Parque Professor Antônio
Coelho, conhecido como Parque de Exposições
de Animais do Cordeiro.
Segundo o Censo do IBGE, em 2000 o bairro do
Cordeiro tinha os seguintes dados:
População: 37.538 habitantes
Área: 332,8 hectares
Densidade: 112,80 hab./ha

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