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A área onde atualmente fica
o bairro de Casa Forte foi ocupada, no século
XVI, por um engenho de açúcar instalado
por Diogo Gonçalves, em terras a ele doadas
pelo donatário da Capitania de Pernambuco,
Duarte Coelho.
Situado à margem esquerda do Rio Capibaribe,
o engenho teve vários proprietários
e, conseqüentemente, vários nomes,
entre os quais Engenho Isabel Gonçalves,
Dona Ana Paes, Tourlon e Engenho Nassau. O nome
Casa Forte é de 1645.
Além de casas, a sede do engenho tinha
uma capela sob a invocação de Nossa
Senhora das Necessidades, todas erguidas no local
denominado Campina de Casa Forte, onde em 1933
seria construída a Praça de Casa
Forte.
Foi nesse local que, a 17 de agosto de 1645,
aconteceu a chamada Batalha de Casa Forte: os
holandeses, derrotados na Batalha das Tabocas,
ali se refugiaram usando como reféns as
mulheres de alguns revolucionários pernambucanos;
houve violentos combates e os holandeses foram
massacrados.
Aliás, foi em decorrência dessa
batalha que o engenho passou a ser chamado de
Casa Forte.
Casa Forte é hoje uma das áreas
mais nobres do Recife. Segundo o Censo Demográfico
do IBGE, por exemplo, em 2000 a população
de Casa Forte tinha a segunda maior renda média
mensal dentre todos os bairros da cidade (R$
4.002,59), ficando atrás apenas da Jaqueira.
Entre as edificações de valor
histórico do bairro estão a igreja-matriz,
construída em 1865 e reformada em 1911;
a praça do bairro, projetada pelo paisagista
Burle Marx; e antigos casarões, entre
os quais o que abriga a sede da Fundação
Joaquim Nabuco e que pertenceu a Francisco Ribeiro
Pinto Guimarães.
Segundo o Censo do IBGE, em 2000 o bairro de
Casa Forte tinha os seguintes dados:
População: 4.475 habitantes
Área: 57,1 hectares
Densidade: 78,38 hab./ha

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