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Cerimônia de raízes
negras, realizada à meia-noite da segunda-feira
de carnaval, em frente à Igreja do
Terço, no Recife. Reúne integrantes
dos grupos pernambucanos de maracatu-de-baque-virado
(considerados verdadeiras nações
africanas) para louvar a Virgem do Rosário
(padroeira dos homens de cor) entoando loas
e cantigas. |
| Foto:
Rodrigo Lobo |
Durante o ritual, a percussão dos maracatus
silencia e, no final, os bombos e gonguês
voltam a soar. Criado na década de 1960,
pelo jornalista Paulo Viana, é uma representação
simbólica de cerimônias religiosas
do Período Colonial, quando os escravos
negros, distantes da terra natal, pediam proteção
a Nossa Senhora, na tentativa de amenizar as dores
do cativeiro.
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