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Agremiações surgidas
no Recife, que saem às ruas representando
Nações Africanas, acompanhadas
por orquestra de percussão formada
por tarol, caixas, gonguês, ganzás,
chocalhos etc. |
| Foto:
Aline Feitosa |
O cortejo traz rei, rainha, embaixadores, damas
de poço, lanceiros e outros, simbolizando
um ritual dos negros trazidos para o Brasil a
partir de 1548 e que, aqui, em determinado dia,
se reuniam para coroar os seus soberanos e, logo
após a coroação, saíam
pelas ruas do Recife cantando a saudade de sua
terra de origem.
Algumas dessas nações negras, como
a dos Congos, contavam com a proteção
do senhor branco e da Igreja Católica -
"porque o Rei Congo era fator de ordem social
entre os africanos das demais nações"
(Leonardo Dantas Filho). As coroações
toleradas ocorriam nas igrejas, seguidas de homenagem
a padroeira ou Nossa Senhora do Rosário
dos Pretos.
O folclorista Luís da Câmara Cascudo
diz que "perdida a tradição
sagrada, o grupo convergiu para o carnaval, conservando
elementos distintos de qualquer outro cordão
na espécie". Existem dois tipos de
maracatus: o urbano e o rural. As mais tradicionais
agremiações foram Elefante (fundada
em 1800), Leão Coroado (1863) e Estrela
Brilhante (1910). Do Recife, o maracatu chegou
a outras regiões do Nordeste.
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