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A história do cinema pernambucano começa
em 1922, quando o ourives Edson Chagas e o gravador
Gentil Roiz se juntam com o propósito de
produzir filmes de enredo. Daí, surge "Retribuição"
(de autoria de Roiz; assistente de direção
Ari severo; tendo como protagonista os atores
Barreto Júnior e Almeri Steves), que estreou
em 1923 com grande sucesso nos cinemas do Recife
e que é considerado o primeiro filme de
enredo realizado no Nordeste - anteriormente só
havia algumas experiências com documentários.
A produtora foi a Aurora Filmes, primeira criada
em Pernambuco, que logo em seguida realizaria
o seu segundo longa metragem: "Jurado para
Vingar", argumento de Gentil Roiz que era
também o ator principal e direção
de Ari Severo.
Depois, a Aurora Filmes produz "Aitaré
da Praia", direção de Roiz;
argumento de Ari Severo que foi também
o ator principal e que, para contracenar com a
atriz Almeri Steves, sua noiva, foi obrigado a
casar porque o filme tinha cenas de beijo. Com
o sucesso desses filmes, surgem em Pernambuco
outras empresas produtoras, entre as quais: Planeta
Filmes (que realizou "Filho Sem Mãe"),
Vera Cruz Filmes ("História de Uma
Alma"), Goiana Filmes ("Sangue de Irmão",
direção de Jota Soares), Olinda
Filmes ("Reveses", direção
de Chagas Ribeiro), Spia Filmes ("Destino
das Rosas", direção de Ari
Severo) e outras.
Um dos filmes mais importantes do chamado Ciclo
do Recife (a fase do cinema mudo em Pernambuco)
foi "A Filha do Advogado", dirigido
por Ari Severo (ator principal) e Jota Soares,
que fez grande sucesso em 1926, sendo exibido
também em outros Estados nordestinos.
A mais ambiciosa produção da época
foi "História de Uma Alma", que
contava a vida de Santa Terezinha e tinha 14 partes.
Ainda em 1925, Gentil Roiz mudou-se para o Rio
de Janeiro e a Aurora Filmes entrou em crise,
sendo salva pelo comerciante João Pedrosa
da Fonseca que se associou à empresa. Mas,
em 1926, depois de produzir "A Filha do Advogado",
a Aurora Filmes é extinta e Ari Severo
e Edson Chagas fundam a Liberdade Filmes que roda,
em 1927, "A Dança, Amor e Aventura".
Em 1930, a Liberdade Filmes lança sua
última produção ("No
Cenário da Vida") e o Ciclo do recife
é encerrado com o aparecimento do som direto
no cinema.
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