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A Casa da Cultura está localizada na Rua
Floriano Peixoto s/n, bairro de Santo Antônio,
no prédio construído originalmente
para abrigar a Casa de Detenção
do Recife. Foi inaugurada em abril de 1976, dispõe
de 90 lojas de artesanato além de instalações
para três museus, um teatro de arena, um
cinema de arte e um restaurante.
O prédio tem cinco mil metros quadrados
de área construída e, em seu entorno,
conta com uma praça de 4.100 metros quadrados
que são utilizados para apresentações
de espetáculos ao ar livre.
Depois que a Casa de Detenção foi
desativada, o prédio passou dois anos em
obras de restauração (entre 1974/76),
através do Programa de Restauração
de Monumentos e Cidades Históricas do Nordeste,
do Ministério do Planejamento, que custaram
CR$ 10 milhões e 700 mil. A 03 de setembro
de 1980, o prédio foi tombado pelo Patrimônio
Histórico Estadual.
Projetado pelo engenheiro recifense José
Mamede Alves Ferreira, o prédio da antiga
Casa de Detenção do Recife foi inaugurado
a 25 de abril de 1855. Tem planta em forma de
cruz e a disposição das celas em
raios que podiam ser vigiados facilmente a partir
de um hall central.
É um tipo de construção
inspirado nos modelos de presídios comuns
naquela época, sobretudo nos Estados Unidos.
Tinha alojamentos para 200 presos, casas de administração
e guarda, além de pátio cercado
por muralhas guarnecidas de guaritas interligadas
pelo "caminho da ronda".
Os três raios do prédio, de iguais
dimensões, confluem para o hall central,
coberto por uma cúpula metálica
assentada em um polígono assimétrico.
Para o lado do Rio Capibaribe, guarnecida por
dois torreões, ficava a Casa de Administração,
com dois pavimentos.
Os raios têm três pavimentos e são
incomunicáveis entre si e a circulação
entre eles só se podia fazer pelo hall
central. No pavimento térreo, estavam 72
celas de 10 metros quadrados cada, com porta de
madeira e grade de ferro e uma abertura à
guisa de janela também com grade de ferro.
No segundo pavimento, eram 30 celas, medindo
20 metros quadrados cada. No terceiro pavimento,
mais 30 celas. Além disso, havia 24 celas
em semi-círculo, de seis metros quadrados,
nos três pavimentos. Totalizando, assim,
156 celas que, juntas, mediam um total de 2.064
metros quadrados.
Somando-se as outras áreas, como as de
circulação, casa de administração,
torreões etc., a Casa de Detenção
media um total de 8.200 metros quadrados de área
construída. O estilo sóbrio de características
neoclássicas empresta ao prédio
um aspecto sólido, simétrico e equilibrado,
bem ao gosto da época.
Durante os mais de 100 anos em que o prédio
funcionou como presídio, suas celas (hoje
transformadas em lojas de artesanato e outros
produtos culturais) abrigaram muitos presos comuns
e vários detentos famosos.
Entre estes últimos, podemos citar Graciliano
Ramos, Gregório Bezerra, João Dantas,
David Capistrano, Hermilo Borba Filho e Andrade
Lima Sobrinho. Depois de transformado em Casa
da Cultura, diariamente o prédio é
visitado por cerca de 500 pessoas.
Prédio reformado
A reforma geral da Casa da Cultura de Pernambuco,
que a Fundarpe/Secretaria de Educação
e Cultura reabriram ao púbico, custou ao
Governo do Estado investimentos de R$ 1,7 milhão.
O prédio ganhou nova pintura e gradil e
teve reestruturada toda parte externa, com a construção
de um anfiteatro, reforma dos jardins e estacionamento.
Internamente, a Casa da Cultura ganhou três
novos elevadores semi-panorâmicos e teve
renovadas todas as instalações elétricas
e hidráulicas. É dos artistas plásticos
Maurício Silva, Flávio Emanuel e
Márcio Almeida a autoria dos painéis
artísticos instalados nos portais que dão
acesso à Casa da Cultura. É deles
também o estudo cromático que definiu
a nova cor do prédio.
O tom terra deu lugar ao branco, cor originalmente
usada no período em que funcionava a Casa
de Detenção. O prédio ganha
destaque à noite, quando reflete as luzes
instaladas por todo pátio externo, em projeto
de iluminação realizado especificamente
para o monumento.
O pátio externo recebeu um novo tratamento
de paisagismo, com a reforma dos jardins e estacionamento.
Um anfiteatro para apresentação
de manifestações culturais do Estado
foi construído para oferecer mais uma opção
de lazer aos turistas que visitam o local.
Também foi reservado um espaço
para a instalação de uma praça
de alimentação, onde serão
oferecidas comidas típicas da região.
Um novo gradil e novas guaritas de segurança
foram instaladas. Também foi reservado
um espaço para a instalação
de uma central de informações turísticas
que será administrada pela Empetur.
Os três novos elevadores instalados na
Casa da Cultura facilitam a chegada dos visitantes
ao primeiro e segundo pisos. Os lojistas instalados
no primeiro piso não precisam mais contar
com a disposição e o preparo físico
dos turistas para subir as íngremes escadas
da antiga Casa de Detenção do Estado.
Os visitantes dispõem agora de um elevador
em cada ala do centro comercial. Além disso,
a equipe de arquitetos da Fundarpe dotou o antigo
prédio de rampas e demais equipamentos
essenciais para o acesso e locomoção
de pessoas que usam cadeiras de roda. As instituições
culturais que ocupam o segundo piso do prédio
também foram beneficiadas com os novos
elevadores.
Uma das alas do terceiro piso da Casa da Cultura
foi reservada para abrigar um projeto de formação
cultural, que a Fundarpe vai implementar no segundo
semestre. A idéia é oferecer oficinas
artísticas de duração maior
do que as oferecidas atualmente.
A Fundarpe quer que os participantes das oficinas
saiam capacitados para atuar no mercado de trabalho,
em especial nas áreas relacionadas ao turismo
e a cultura. Serão oferecidos vários
cursos de artesanato, música, dança
popular e história de Pernambuco. A ala
reservada para o projeto tem salas de aula, cineteatro
e auditório.
Na parte estrutural, a reforma da Casa da Cultura
renovou toda a instalação hidráulica
do prédio, que adotou o sistema "shaft",
com a tubulação visível para
facilitar a manutenção do sistema.
Todos os 21 banheiros da casa foram reformados
e foi realizada uma obra de recuperação
estrutural dos reservatórios de água.
A coberta do prédio foi restaurada. Uma
nova subestação elétrica
de 225 KVA foi adquirida. Medidores individualizados
de consumo de energia foram instalados em cada
loja. A área reservada à administração
também foi reformada e foram adquiridos
novo mobiliário e equipamento de apoio.
Serviço
Horário de funcionamento
Segunda a sábado - 9h às 19h
Domingos - 9h às 14h
Além das 150 lojas de artesanato, funcionam
na Casa da Cultura (segundo piso) as seguintes
instituições:
· Movimento Negro Unificado (MNU)
· Federação de Teatro de
Pernambuco (Feteape)
· Sindicato de Artistas e Técnicos
de Espetáculos e Diversões de Pernambuco
(Sated)
· Associação de Capoeira
de Pernambuco (Assocap)
· Companhia Trapiá de Dança
· Centro de Música Carnavalesca
· Associação Circense de
Pernambuco
· Balé Popular do Recife
· Associação dos Lojistas
da Casa da Cultura
· Associação dos Guias Turísticos
· Dijumbay
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