Esculturas
em madeira, geralmente disformes, usadas na proa
das embarcações. Presentes desde o
final do Século XIX nas barcas que navegavam
pela águas do Rio São Francisco. Sua
origem é controvertida: teria surgido como
indicação de status do proprietário
da barca; para chamar a atenção das
populações ribeirinhas para os produtos
que as barcas traziam para comercialização;
ou para proteger a embarcação contra
"os temíveis monstros que habitavam
as águas do rio". Esta última
versão é a mais divulgada e aceita
- talvez por conta das características das
carrancas que, geralmente, representam figuras com
traços assustadores.