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Localizado no Recife, era o local de pouso do
dirigível alemão Graf Zeppelin que,
entre 1930 e 1937, desceu 65 vezes na capital
pernambucana. Tem área de aproximadamente
84 mil metros quadrados, onde ainda hoje resiste
ao tempo a torre de ferro que servia de atracação
dos gigantecos dirigíveis movidos a hidrogênio.
A torre, única do tipo que ainda permanece
inteira no mundo, foi tombada pelo Conselho Estadual
de Cultura em 1983, ocasião em que foi
restaurada, mas, como não houve trabalho
de manutenção, em 1998 sua estrutura
de ferro estava bastante avariada.
O terreno que servia de campo de pouso pertence
atualmente à Caixa Econômica Federal
e, no local, deveria ser instalado um parque de
lazer, projeto que nunca saiu do papel, A primeira
vez que o Graf Zeppelin LZ-127 desceu no Recife
foi a 22 de maio de 1930.
A cidade parou para assistir ao espetáculo,
tendo o prefeito decretado feriado municipal,
enquanto o governador Estácio Coimbra sancionou
um decreto estabelecendo como os recifenses deveriam
se comportar no dia da chegada "do grande
navio aéreo".
O campo do Jiquiá foi construído
especialmente para o pouso e o grande interesse
pela chegada do dirigível tinha uma explicação:
era a primeira vez que o Zeppelin atracava não
só no Brasil, como também na América
do Sul.
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